Até que enfim conseguimos…

Domingo o dia foi cansativo e, ao mesmo tempo, delicioso.

De manhã fomos ao Estimacão e a Angelina ficou o tempo todo no colo. Falava “au au” e ria para todos os cachorros, porém, ela tem medo e não foi pro chão por nada.

Passamos a tarde na casa do vovô Beto (o Bé, segundo a Angelina). Ela andou sem parar um minuto. Só sentou no carrinho – muito contrariada – para almoçar. E a mamãe, por tabela, andou o dia inteiro também.

Quando saímos de lá o carro não andou 100 metros e ela dormiu (sem banho) na cadeirinha. Em casa ela dormiu por mais 1hora, a areia saltava do corpo. Acordou, tomou banho (de chuveiro com o papai) e… tchan, tchan, tchan, tchan… PEGOU FOGO!!!

Começou andar pela casa tudo de novo. O papai foi pro quarto numa tentativa de “diminuir a platéia” e acabou dormindo. A mamãe não tinha mais pernas pra correr atraz, nem braços e coluna pra chacoalhar no colo (e ela não queria tentar dormir). Ela corria pela casa cambaleando.

Levei pra cama com o papai. Ela ficou empurrando, fuçando, subindo de cavalinho no pobre pai que tentava dormir.

Fiquei brava, levantei e apaguei todas as luzes. Ficamos os três na cama, olhando pra escuridão. Pronto, ela segurou nos cabelos do pai e dormiu em três, dois, um…

Ontem (segunda-feira), chegamos em casa, tomou banho, brincou bastante e, às 21h (que eu acho um horário ótimo pra criança dormir) fui pra minha cama com ela e uma mamadeira. Apaguei tudo de novo. Mamou e dormiu me 15 minutos.

Ufa!!! Será que encontramos a solução para a hora da briga com o sono???!!!!

E vocês, mamães leitoras do blog? Como é na hora de dormir?

Gabriel – 15/08/2012

Aí está o Gabriel, falei dele e da mamãe Marcella no post anterior.

Quarta-feira, dia 15/08, ele chegou. Todo calminho e gostosíssimo. Fui no fim do dia visitá-los no hospital. Fiquei feliz de ver a Marcella super bem.

A propósito, depois que fui mãe aprendi algumas coisas a respeito de “visitas”. E outras que foram mães antes de mim ajudaram nessa parte (Érika, Dani, Mariana).

Vamos lá.

Se a nova mamãe (ou papai) é muuuito próxima(o) e você não vai conseguir conter a vontade de ver o bebê, visite no hospital. A visita no hospital é rápida, a mamãe já está deitada (amparada pelo papai, enfermeiras, etc) e o bebê provavelmente estará dormindo. E só pegue o bebê no colo se a mamãe oferecer ou pedir alguma ajuda.

Lembre-se da mamãe também e leve um presentinho para ela. Pra Marcella levei um gloss com o recado “é só um presentinho pra vc lembrar de não se esquecer” (#coisas de mãe). Se o seu marido/namorado é amigo do papai, eles amam a tradição do charuto.

Visitas em casa são mais longas, as vezes o papo fica bom e a gente não sabe (ou não percebe) se tá na hora de amamentar ou da mamãe descansar, tomar um banho, etc. Algumas ajudas são muito válidas em todas as fases do bebê (a Angelina já tem mais de 1 ano e ainda preciso muito).

Exemplos: – olhar o bebê enquanto a mãe toma um banho tranquilo ou come alguma coisa, – levar uma comidinha pronta (um petisco, um bolo, etc), – lavar louça ou alguma peça de roupa do bebê.

Enfim, uma foto do Gabriel, que logo logo estará brincando com a Angelina 🙂

Parabéns Ma e Cacaco!!!! Todas as bençãos do mundo pra vcs!!!

De volta à sala de espera

Hoje foi dia de consulta com a dra. Valéria Dória (a ginecologista). Consulta anual de rotina, exames de sangue, ultra-som, papanicolau, etc.

Como eu já estava sabendo, foram duas horas sentada na sala de espera. Após esse tempo, ao entrar na sala da médica, o primeiro sorriso dela já mostra o motivo de tanta espera. E ela faz valer a pena. Foi assim na gravidez inteira.

Enfim, vamos ao motivo do post.

Duas horas na sala de espera e eu olhando as grávidas que ali estavam. Por um momento (e agora de novo, que estou escrevendo) meus olhos ficaram cheios ao lembrar dos meus dias ali, com a Angelina na barriga. Pude reviver cada consulta, cada expectativa, cada emoção e ansiedade. Lembro que todo dia de consulta eu acordava feliz por saber que iria “ver” a Angelina.

Quanto sentimento vivido ali naquela sala. E agora, outras grávidas estavam lá, vivendo isso tudo. Daqui a pouco elas estarão com uma criança correndo pra lá e pra cá e a Angelina vai estar cada dia maior.

Houve um dia que eu estava barriguda já e encontrei a amiga Cecília, que estava em uma consulta de rotina. Agora ela está por ali, vivendo a espera da sua Ana. Pena que hoje não nos encontramos.

Pensei também na Marcella, amiga queridíssima, que amanhã entra grávida e sai mãe da maternidade. É o Gabriel que está chegando. Liguei pra ela e ficamos um tempão no telefone trocando figurinhas. Foi muito bom.

Sinto saudades da Angelina aqui dentro. Sinto saudade dela bebezinho, amamentando, dormindo o dia inteiro. Todas as fases são boas e sinto saudades. E agora, mesmo com os bailes que ela me dá é uma delícia. E vou sentir saudades também

Quem pode com ela?

Angelina tem um ano e, desde que nasceu, é cheia de personalidade.

Ultimamente tem aprontado cada um que vale post com pérolas (igual aqueles da Maria Eduarda). A diferença é que a Maria tem 6 anos a mais que a Angelina, né?! Vamos lá.

Ela já é doida por sapatos. No aniversário de 1 ano começou a demonstrar essa “paixão” quando ganhou um sapato novo, tirou o que estava no pé e pediu pra colocar o outro.

Dia desses na Renner ela viu um crocs do Patati Patatá. Pegou na mão, olhou pra mim e disse “pá, pá”, enquanto erguia o pé. Por sorte estava em promoção e tinha um no número dela. Sentei-a na cadeira para provar. Quem disse que eu consegui colocar a “bota velha” de volta???? Tive que levá-la até o caixa de meias e convencê-la de que a moça precisava pegar o sapato pra cortar o lacre. A moça nem tinha feito a nota direito e ela já estava dando o pé para ela colocar o sapato.

Pronto, saiu feliz da loja usando sapato novo. Chegou no carro, tirou do pé e foi no caminho pra casa beijando o Patati e o Patatá.

Roupa ela escolhe. Se eu quero que ela use uma determinada roupa não posso deixar outra na vista.

Brinquedo também tem que ser o que ela quer e do jeito que ela quer.

A comida, mesmo que eu misture tudo na colher, ela separa na boca e cospe o que não interessa (por exemplo: cenoura). Ela prefere quando dou tudo separado: só arroz, só feijão, só carne.
p.s. – e não posso reclamar porque faço igual.

Agora ela cismou que ninguém pode dormir perto dela. Aquele cochilo da vovó e do vovô no sofá é motivo para escândalo. Ela fica muito brava até eles abrirem os olhos. Até a Dory entrou na dança e não pode dormir se a Angelina está acordada.

Ontem a Angelina bateu no sofá até que a Dory se irritou e deu dois tapas na mãozinha. Ela olhou pra mim com cara de choro. Eu falei sério: “A Dory estava quieta, você bateu nela primeiro”. Ela simplesmente engoliu o choro, deu uma disfarçada, pegou um brinquedo e saiu de lado. Tem jeito de nao rir numa hora dessas???

E pra completar, ela quer escovar os dentes sozinha e só dormir depois das 23h. Tá se achando a moça.

Primeiras palavras

Angelina balbucia sílabas:
pápá – papai, papá e Patati Patatá
mãmã – mamãe, Maria, vovó, me dá, e mais um monte de coisas
buuuu – é o muuu da vaca
– é bola
bo – boneca
– é pé mesmo
pe – chupeta
– acabou

Dia desses trabalhei o domingo inteiro num concurso e o Evandro fez um churrasco. Eu trabalhando, papai trabalhando e vovó na cozinha.

Angelina ficou no meio da turma onde ninguém adivinha o que ela quer. De repente, ela apontou para a mesa e disse “pão”. Ou seja, teve que se virar né.

É fato que mãe, pai, avós e pessoas muito próximas da criança acabam deixando-a “acomodada” na hora de aprender a falar. Se tem quem faça tudo sem muito esforço, vai falar pra que?

Mas na hora do aperto ela colocou a boca no trombone. O Neto correu fazer o video e foi uma festa!!!!

Depois disso ela aprendeu falar mão, piu, (estou). De resto ela só responde não com a cabeça pra tudo que pergunta.

O primeiro FIT

Quem me conhece sabe o tanto que amo teatro e o tanto que o teatro fez parte da minha vida. A vida de casada, depois de grávida e agora de mãe me fizeram abandonar um pouco esse lado. Porém, no ano passado e nesse ano, durante o FIT (Festival Internaciona de Teatro de Rio Preto), fiquei acompanhando só de longe mas não abri mão de assistir a “Banda Mirim“.

Nunca perdi as apresentações deles no FIT:

2008 – O menino Tereza
2009 – Sapecado
2010 – Felizardo
2011 – A criança mais velha do mundo
(eu estava amamentando, fiquei 1h30 na fila da primeira seção com a Maria Eduarda e não conseguimos entrar. Fui pra casa amamentar e voltamos. Após 2h30 conseguimos assistir e a Maria falava “Quem bom que a gente conseguiu né”. Ela até chorou – e eu também).
2012 – Rádio Show

Este ano resolvi inserir a Angelina no contexto para ver como ela se comporta. E novembro do ano passado, ela com 6 meses, fomos assistir ao festival de Balé da Maria, ela ficou quietinha e prestando atenção o tempo todo.

Chegamos cedo no Teatro Municipal Paulo Moura (que é liiindo). Ficar 1h30 esperando foi fácil já que o que mais tinha era espaço pra ela andar, brincar e movimento pra ver. Só precisamos fazer rodízio e deu tudo certo. Minha mãe, a Ju e eu sobrevivemos.

Quando entramos ela ficou boquiaberta. Olhou TUDO, desde o chão até as luzes no teto. Antes de começar ficou mandando beijos e dando xauzinho pra quem estava atraz da gente. Na hora que apagaram as luzes ela sentou no meu colo e lá ficou, até o fim do espetáculo. Parte das músicas das eram do CD Felizardo que ela escuta no carro. Ao final de cada música a platéia aplaudia (e ela acompanhava). Chorei!

(um extra: ela fez xixi demais e vazou no meu colo. Senti a perna quente, rsrs. Troquei a fralda ali mesmo, ela sentadinha, no escurinho).

No final fomos cumprimentar os atores que se encataram com ela. Quase pediram autógrafo.

Na semana seguinte arrisquei levar novamente. A peça dessa vez foi “A menina que não sonhava”, do riopretense Alex D’Arc. Primeiro tenho que destacar que fiquei encantada com a competência do grupo que não deve em nada para grupos de fora. Lindíssimo espetáculo.

No começo a Angelina estava bem chata.Ficou agitada na fila e quando entramos no teatro do Sesi ela queria ficar andando pra lá e pra cá. Confesso que nesse momento me arrependi de ter ido com ela. Orientei a Maria Eduarda que se precisasse eu iria sair e que ela ficasse sentadinha ali que depois eu voltaria para buscá-la. No primeiro dia eu sabia que eram músicas, ali eu não tinha certeza se iria prender a atenção dela.

Apagaram as luzes e pronto. Lá foi ela, durinha pro meu colo. O espetáculo foi todo com músicas e danças, muito colorido. Pronto, não precisou mais nada. Ela ficou, novamente, imóvel e encantada.

Ela só levantou no meu colo quase no final, quando soltaram muitas bolas e bexigas de dentro de uma caixa. Ela apontava o dedinho e gritava: “bó, bó”.  A moça do lado conseguiu pegar uma bola que veio perto da gente e deu pra ela, que agarrou na sua “bó” e foi embora toda feliz. A mamãe, outra vez, chorou!!!

Abaixo as fotos, by nossa fofíssima JuMerengue 🙂

Pequenas mudanças

Se tem uma coisa que me deixa irada é bagunça. E o pior é que eu sou super desorganizada.

Serviços domésticos não são, nem de longe, minha especialidade. Por esse motivo, PRECISO ter uma ajudante, que é a dona Conceição. Um anjo.

Desde que ela começou trabalhar pra mim combinamos que ela iria em casa uma vez por semana, quinta ou sexta, e faria o trabalho que fosse necessário: limpar, passar roupa ou cozinhar.

Assim a casa na sexta-feira estava sempre em ordem e a roupa passada. Parece bom, certo?! Errado!!! Muito errado.

No sábado estamos todos em casa e tudo vira uma bagunça. Ou eu cuido da casa ou passeio em família. Na segunda tudo amanhece revirado, começa a loucura da semana, todas as noites eu lavando roupas e a casa continua bagunçada pra ficar bom só na sexta. Isso se traduz em péssimo humor todo dia.

Até que, finalmente, uma luz iluminou minha cabeça e mudei minha combinação com ela.

A faxina passou a ser na segunda-feira. Na terça de manhã eu levo pra casa dela a roupa suja que ela me devolve, limpa e passada, na sexta.

Pronto. Agora é assim: chego em casa segunda a noite e encontro tudo limpinho. Só tenho que separar as roupas que vou levar no dia seguinte (peças pequenas e roupas da Angelina lavo em casa mesmo).

Como ficamos fora de casa o dia todo, a casa permanece limpa e em ordem. Ou seja, todo dia eu chego e encontro tudo limpo.

Parece uma bobagem, mas olhar em volta e ver ordem e limpeza melhora qualquer astral. É horrível não conseguir começar fazer nada, e com criança tudo piora porque todas as atenções são pra ela.

Enfim, foi uma pequena mudança que fez uma diferença enorme na minha rotina. É importante percebermos os detalhes que facilitam nossas vidas.

Agora só preciso encontrar um jeito de ter uma alimentação melhor em casa. Um dia eu aprendo 🙂

p.s. – Sobre o post anterior, a Angelina está bem agora. 5 dias tomando antialérgico e passou a tosse horrível. Tá boazinha!!!

Minha culpa, minha máxima culpa!!!

Meu Deus, como é difícil.

Angelina está doente. Uma gripe chata, acompanhada de tosse, faz quase 2 meses. Tentei homeopatia, num primeiro momento deu certo. Depois ela começou piorar, o pai ficando bravo porque aquela “aguinha” não tava resolvendo nada. Liga para o pediatra e ele responde que é pra dar só um remédinho que ele tinha indicado e que isso “é normal em criança que vai na escola“.

De segunda a sexta Angelina fica o dia todo na escola. Nos finais de semana tenho trabalho, casa pra cuidar, e mil coisas. Ela acaba ficando boa parte do tempo com a vovó. E com a mãe, quando ela fica? Quando a mãe dá o remédio na hora certa? A que ponto está a paciência da mãe no fim da noite?

Na noite de sábado para domingo ela pouco dormiu. No domingo levantei, fui trabalhar e a vovó ficou com ela, doente. Na segunda levei pra emergência, o pediatra acrescentou um remédio e, graças a Deus, ela dormiu melhor.

Acho que o feminismo foi inventado por um homem, para que, além de continuarem sem as tarefas domésticas, ainda tivessem alguém para dividir as despesas.

E as despesas?! Ai, ai… nunca mais se tem um planejamento pós-filhos. É farmácia, fralda, leite, roupa que fica pequena, tudo.

Tenho acreditado que o feminismos está muito mais ligado a materialismo. Porque trabalhamos tanto? Para ter dinheiro e comprar coisas e coisas.

Será que ela ter mil roupas novas, fraldas da melhor marca, viajar, passear, comer fora, etc a faz mais feliz? Ou será que ela só precisa da mãe bem pertinho, brincando, dando carinho e protegendo?

Tenho me sentido muito ausente na vida da Angelina (e da Maria Eduarda também que sofreu prejuízo em dobro já que o pouco tempo que tenho com ela é dividido). E isso não está legal.

😦

Cada dia mais linda e mais…

Toda mãe acha que os filhos são perfeitos, né?! A minha, obviamente, é a mais linda do universo.

A exemplo de como foi na gravidez, preciso contar aqui exatamente o que acontece.

A Angelina está cada dia mais linda, mais engraçadinha, mais carinhosa, mais inteligente, mais esperta e mais, muito mais, arteira e birrenta.

Sabe aquela criança que se joga pra traz, esperneia e grita quando alguma coisa não é como ela quer. Pois bem, a Angelina também é assim. E eu sempre disse “se filho meu fizer isso… bla bla bla”. Ela faz, e muito. Quer tudo na hora, do jeito que ela quer. Chora por qualquer coisa.

Minha mãe, como boa vó que é, diz “isso mesmo, briga pelo que você quer”. Como lidar né?!

Se a Maria pega um brinquedo ela quer. A Maria, com paciência e por obrigação de mais velha, dá o brinquedo. Se ela pega outro, imediatamente a Angelina joga o brinquedo anterior no chão e quer o da irmã. E assim continua a história quantas vezes a Maria pegar qualquer coisa.

Na escola dizem que ela é suuuuper boazinha, não briga, aprendeu que cada um tem seus brinquedos e respeita o espaço dos amigos. O problema é a mãe então?! Ou é a irmã?!

Sair de casa é bem complicado também, se ela gosta do lugar e da comida, tudo bem, fica quietinha. Se não tá a fim, não tem quem a faça ficar comportada. Dia desses quase morri de vergonha na churrascaria, ela derrubou tudo o que passou na frente dela. Já na praça de alimentação do shopping, com batatinha frita na mão e muita gente passando pra lá e pra cá, é um doce de criança.

Ela e mais um adulto dando total atenção é uma criança muito boazinha. Dois adultos que querem conversar ela já não gosta. Se tem mais criança perto, principalmente a irmã, ela fica do tipo muuuito chata.

A cada dia vou tentando administrar e lidar com toda essa personalidade forte. Será culpa do signo??? Taurina das boas, teimosa e durona igual a mãe (talvez por isso eu tenha tanta dificuldade em lidar né).

Vitamina S de sujeira

Faz tempo que estou pra falar desse assunto que foi matéria no Jornal Nacional, onde um estudo comprova que limpeza demais faz mal à saúde do bebê. Clique aqui para ver a reportagem.

No dia seguinte à exibição da matéria tivemos consulta com o pediatra e, segundo ele, a matéria pode ter sido perigosa. O índice de mortalidade em bebês que nasceram no campo é maior do que os que nasceram na cidade, consequentemente os “sobreviventes” serão os mais fortes.

Sou o tipo de mãe que tem por hábito dizer que “o que não mata, fortalece“. Nunca fui de ferver tudo o que cai no chão, não esterelizo mamadeiras e chupetas todos os dias (nem tenho o esterelizador, fervo água e jogo tudo numa vasilha), desde 2 meses a Angelina ficava deitadinha num edredon no chão da sala, pé no chão é bem comum em casa (entre todos). Enfim, acho que sou tranquila até demais nessa área.

Domingo passamos o dia na chácara da vovó Nanci e ela se esbaldou de brincar no chão da varanda que, por ser chácara, tinha muita terra. Como eu já sabia que seria assim, coloquei uma calça já manchada e deixei brincar o tanto que quis. A calça deu PT, rs. E ela se divertiu muito.

Chegando em casa dei um bom banho, daqueles dos pés à cabeça deixando um tempo de molho. A água da banheira parecia um caldo de feijão de marrom que saiu.

As duas únicas coisas que me incomodam são os animais criados soltos, naturalmente eles não têm a mesma higiene dos animais criados dentro dum apartamento ou casa fechada. Eles rolam na terra, matam e comem outros bichos, têm pulga, carrapato. A outra coisa é o cigarro, por razões óbvias.

Nesses casos acho que não são anticorpos a se adquirir, tem que protejer mesmo.

A Angelina tem tido muitas gripes e resfriados, as vezes mais fortes, as vezes menos. Conversei com o pediatra sobre o fato de morarmos em apartamento, fica tudo fechado e tem a gata (que é beeem peluda). Ele disse que as gripes dela são normais nessa idade, principalmente porque vai a escola. É um processo alérgico que envolve o tempo seco, a poeira, o apartamento fechado, a gata, tudo. Porém, não há complicações, nem febre ela tem. Então não é o caso de mudar de vida por esse motivo. Continuamos observando.

De resto ela está se desenvolvendo cada vez mais forte e, apesar das gripinhas, estomatite, fungos, viroses, etc, ela nunca se abala nem perde o apetite.

O pai já é mais preocupado, um dia ele disse que deveria ter uma lei que criança só pode sair de dentro de casa depois de 2 anos (pensa?!).

E na casa de vocês, como funciona? Será que sou exagerada ou desligada demais?

 

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