o Desfraldamento

Olá Mamães. Olha eu aqui de volta falando sobre assuntos de uma mãe aflita.
Ontem fui até a escola da Angelina para falar sobre o desfraldamento. Lá esse processo começa pouco antes da criança por volta dos 2 anos, de acordo com o andamento da turminha.
Na sala da Angelina só ela e outra amiguinha (a Anna Beatriz) que fazem aniversário em maio ainda não tinham começado.
Então, hoje foi o dia inicial do desfraldamento.
Ela ganhou da Maria Eduarda um troninho. É uma cadeirinha simples, com o buraquinho, bem segura. Porém ela ficou com medo. Usa como cadeirinha pra brincar mas nunca aceitou a idéia de sentar ali sem roupa.
Levei na loja pra ela escolher um troninho de sua preferência. Tinha rosa, verde, lilás, vermelho, de urso, de sapo, amarelinho, musical. Ela olhava e chorava. Respeitei.
Comprei um assento redutor de vaso sanitário, que ela chama de “xixeira”. Esse deu mais certo. Quando começou perceber os amigos indo ao banheiro ela foi pedindo em casa. Deixo bem a vontade, normalmente pergunto se ela quer fazer xixi no vaso de manhã e nos finais de semana que estou com tempo de sentar no chão e ficar ali, batento um papo. Funciona bem com tempo e paciência.
Agora a coisa mudou um pouco porque entramos no processo oficial de desfraldamento.
Funciona assim: ela dorme de fralda, sai da cama e usa o vaso, coloca uma fralda limpa durante o caminho até a escola, na escola a professora tira a fralda e deixa sem até na hora de sair.
Resumindo, ela só pode usar fralda na cama e no carro.
Durante esse período sem fralda ela vai aprender a pedir, mas até lá faz na roupa. Mandei 8 trocas pra escola hoje, sandália reserva, toalha de banho.
Na hora do almoço peguei o primeiro saquinho de roupa suja. Até aí estava tudo bem, eu conversando com ela, explicando.
Maaaassss… como boa mãe coruja e aflita, quando cheguei em casa, abri o saquinho de roupas e vi ali 3 trocas de roupa molhadas de xixi e uma calcinha suja de cocô foi tão triste. Fiquei morrendo de dó dela, pensando em como ela estaria se sentindo nesse momento de novidade.
Talvez ela nem tenha se importando tanto porque acontece com os amigos também, mas que eu fiquei com dor no coração, ah eu fiquei!
No carro expliquei que ela pode pedir pra professora quando quiser ir ao banheiro. Ela chorou e disse “Não quelo faze xixi vaso, é dulo. Quelo mia faldinha”. E a mãe sofre mais ainda.
Mais uma etapa a aprender, a cumprir, a superar e a vencer. E mais um desafio pra ela e pra mim.
🙂

desfraldamento

O primeiro FIT

Quem me conhece sabe o tanto que amo teatro e o tanto que o teatro fez parte da minha vida. A vida de casada, depois de grávida e agora de mãe me fizeram abandonar um pouco esse lado. Porém, no ano passado e nesse ano, durante o FIT (Festival Internaciona de Teatro de Rio Preto), fiquei acompanhando só de longe mas não abri mão de assistir a “Banda Mirim“.

Nunca perdi as apresentações deles no FIT:

2008 – O menino Tereza
2009 – Sapecado
2010 – Felizardo
2011 – A criança mais velha do mundo
(eu estava amamentando, fiquei 1h30 na fila da primeira seção com a Maria Eduarda e não conseguimos entrar. Fui pra casa amamentar e voltamos. Após 2h30 conseguimos assistir e a Maria falava “Quem bom que a gente conseguiu né”. Ela até chorou – e eu também).
2012 – Rádio Show

Este ano resolvi inserir a Angelina no contexto para ver como ela se comporta. E novembro do ano passado, ela com 6 meses, fomos assistir ao festival de Balé da Maria, ela ficou quietinha e prestando atenção o tempo todo.

Chegamos cedo no Teatro Municipal Paulo Moura (que é liiindo). Ficar 1h30 esperando foi fácil já que o que mais tinha era espaço pra ela andar, brincar e movimento pra ver. Só precisamos fazer rodízio e deu tudo certo. Minha mãe, a Ju e eu sobrevivemos.

Quando entramos ela ficou boquiaberta. Olhou TUDO, desde o chão até as luzes no teto. Antes de começar ficou mandando beijos e dando xauzinho pra quem estava atraz da gente. Na hora que apagaram as luzes ela sentou no meu colo e lá ficou, até o fim do espetáculo. Parte das músicas das eram do CD Felizardo que ela escuta no carro. Ao final de cada música a platéia aplaudia (e ela acompanhava). Chorei!

(um extra: ela fez xixi demais e vazou no meu colo. Senti a perna quente, rsrs. Troquei a fralda ali mesmo, ela sentadinha, no escurinho).

No final fomos cumprimentar os atores que se encataram com ela. Quase pediram autógrafo.

Na semana seguinte arrisquei levar novamente. A peça dessa vez foi “A menina que não sonhava”, do riopretense Alex D’Arc. Primeiro tenho que destacar que fiquei encantada com a competência do grupo que não deve em nada para grupos de fora. Lindíssimo espetáculo.

No começo a Angelina estava bem chata.Ficou agitada na fila e quando entramos no teatro do Sesi ela queria ficar andando pra lá e pra cá. Confesso que nesse momento me arrependi de ter ido com ela. Orientei a Maria Eduarda que se precisasse eu iria sair e que ela ficasse sentadinha ali que depois eu voltaria para buscá-la. No primeiro dia eu sabia que eram músicas, ali eu não tinha certeza se iria prender a atenção dela.

Apagaram as luzes e pronto. Lá foi ela, durinha pro meu colo. O espetáculo foi todo com músicas e danças, muito colorido. Pronto, não precisou mais nada. Ela ficou, novamente, imóvel e encantada.

Ela só levantou no meu colo quase no final, quando soltaram muitas bolas e bexigas de dentro de uma caixa. Ela apontava o dedinho e gritava: “bó, bó”.  A moça do lado conseguiu pegar uma bola que veio perto da gente e deu pra ela, que agarrou na sua “bó” e foi embora toda feliz. A mamãe, outra vez, chorou!!!

Abaixo as fotos, by nossa fofíssima JuMerengue 🙂

Viagem para Salvador

Ano passado o Evandro e o Marcelo (irmão e amigo) marcaram um workshop em Salvador. Fomos ver preço de passagem e conseguimos um super desconto, então aproveitamos a oportunidade pro marido fazer os cursos, comemorar o aniversário dele  e fazermos uma viagem legal de férias em família.

Parecia loucura encarar uma viagem de avião com um bebê de 10 meses, para um lugar sem muita higiene, com muita violência e sem saber muita coisa sobre estrutura que encontraríamos. Resolvemos nos aventurar e, nem por um minuto, houve algum arrependimento. Ela pode não entender o que está acontecendo, mas aproveitou muito cada novidade.

No avião: nada de sustos quando chegamos perto e já estava ligado e fazendo muito barulho. Muito atenta a tudo e todos, viajando no colo fica muito mais tranquila que no bebê desconforto do carro. O problema é a bagunça, enquanto ela não tirou todas as revistas da poltrona não ficou satisfeita. Para os passageiros da poltrona de traz ela fazia cute, e assim passou o tempo (até pro ACM Neto ela fez cute). A viagem entre Rio Preto e São Paulo é muito rápida e ela não dormiu. Dei mamadeira na decolagem e no pouso para ajudar a não doer o ouvido, mas isso tem que ser feito com muito cuidado e atenção porque se fizer algum movimento meio brusco pode engasgar. A viagem de São Paulo para Salvador é mais longa, então ela dormiu um bom tanto (na ida e na volta foi assim). A comissária se encantou com ela (e quem não se encanta?) e até colocou lenço e crachá para tirar foto. Também pudemos visitar a cabine do piloto (e sempre tive vontade mais nunca me autorizaram).

Alimentação: o pediatra recomendou que é melhor comer papinha da nestle por uma semana do que comida de restaurante que não conhecemos, principalmente fora do estado de SP (na Bahia tem o  agravante do tempero). Perto da casa onde estávamos tinha um restaurante muito bom, depois de comer umas duas vezes lá achei que a comida seria boa e ela amou o peixe e o feijão fradinho. Na maioria do tempo foi papinha pronta. A minha intenção era cozinhar já que alugamos uma casa, mas não tínhamos supermercado próximo.

Transporte local: a casa era bem longe do centro histórico, precisamos pegar onibus para visitar o pelourinho. Coloquei ela no canguru, o papai carregou o carrinho e lá fomos nós. Uma aventura de mais de 1h de trânsito. Pensa que ela achou ruim?! Ela vai “puxando conversa” com qualquer pessoa que olha pra ela e abre um sorriso. Voltamos de taxi, bem apertado e ela chorou um pouco até dormir, mas aí já era cansaço.

O passeio pelo centro durou um dia inteiro e estava muito calor. Nem por um minuto ela chorou ou reclamou. Quando ficou cansada dormiu no carrinho por ali mesmo. O complicado foi banheiro, era tudo muito sujo. A Tati (minha amiga) segurava ela de pé no banheiro e eu trocava a fralda. Viajar sozinha com bebê é impossível. Mas se vc precisar, peça ajuda, eles são tão fofos que nunca vai faltar uma senhora pra ajudar (só não deixe a criança sozinha com estranhos, óbvio).

Pela primeira vez ela tomou sorvete e acho que não preciso dizer que ela amou né.

Pernilongos judiaram muito, isso não teve jeito. Pelas fotos dá pra perceber. Serviu pra descobrir que ela não tem nenhum tipo de alergia, pq se tivesse…. Passei creme fenergam e parece que ajudou. Não ficaram marcas.

O sol lá nasce cedo (5h), então ela já acordava ligada. Toda manhã eu saia com ela para passear de carrinho e tomar sol. Na praia mesmo fiquei só um dia e muito pouco tempo. Levamos a piscininha e ela brincou bastante debaixo do guarda-sol. Entrou na água do mar e comeu areia.

Foi tudo perfeito. A mamãe voltou da mesma cor que foi, pude aproveitar muito pouco em termos de curtir a praia. Mas aproveitei muito vendo a alegria dela em cada minuto. Ah, e foi o primeiro contato que ela teve com piscina também. Esse é um grande perigo, porque ela olhava pra água e gritava tanto, se soubesse engatinhar ou andar iria se jogar sozinha. Tem que ficar muito de olho.

Já a Maria Eduarda aproveitou mais ainda, é mocinha e entende tudo. Ficará na memória dela pra sempre cada experiência.

O meu desejo maior é poder proporcionar essas experiências pras duas. Acredito que o que levamos na lembrança é só nosso e ninguém tira, tem um valor incalculável. Viajei muito e incentivo o marido e as meninas a fazerem o mesmo, vale cada centavo e cada esforço. Chegar em casa, no final de uma viagem ótima, é uma delícia e trazemos energias novas para retomar a rotina, trabalhar e se programar para viajar de novo.


A comissária mais linda


Também posso ser pilota


Tati, Falchetti, Angelina, Ká, Evandro e Marcelo


A primeira vez no mar





Prontas para o passeio


Nanando no mercado modelo


Projeto Tamar - Praia do Forte


o nascimento da tartaruga, hehehe


Ela ficou um tempão pendurada nessa tela observando a tartaruga


O problema aqui foi que ela colocou a mão molhada de água salgada na boca e chorou um monte (ah, esse é o tanque do tubarão)


Falchetti e Maria passando a mão no tubarão


Conhecendo um recém-nascido





A escolinha

Bom dia! Desculpem o sumiço. A medida que a Angelina cresce fico mais atrapalhada e atribulada. Voltei ao trabalho e a rotina até que está em ordem. Porém, é difícil parar um pouquinho sequer pra organizar as fotos.

Hoje vou falar da adaptação na escolinha. Acho que foi mais fácil pra ela do que pra mim.

Desde que fiquei grávida tive em mente que, assim que eu voltasse ao trabalho, ela iria para o CCI do Ibilce. Todas as mães de lá fizeram isso e, nesses quase 15 anos que estou por lá, é o normal na minha cabeça.

Quando chegou o momento encontrei duas dificuldades – o pediatra que é contra e a vovó Elizete que estava super acostumada ficar com a neta. Ou seja, a adaptação era para o bebê, para a mamãe e para a vovó.

Na opinião do pediatra o ideal é que a criança só vá para a escola depois de 2 anos, quando já adquiriu uma certa resistência. Segundo ele, onde tem mais de três crianças juntas a possibilidade de ficar doente aumenta muito. É claro que eu teria muito mais confiança na vovó, ela cuidaria muito melhor e a Angelina não estaria exposta.

Então, por que minha decisão de colocar na escola se a vovó poderia cuidar?
Explico meus motivos: O primeiro de todos é que a vovó tem a vida e os compromissos dela. Durante minha licença toda continuei com muitas atividades e, sempre que necessário, levei pra vovó. Trabalhamos em equipe e nos dividimos. Comigo trabalhando a vovó não tem com que dividir essa tarefa e, numa hora de necessidade, eu sei que ficaria numa situação muito complicada. Sem contar as noites e finais de semana que sempre tenho muito o que fazer. Ou seja, a Angelina ficaria muito mais tempo na vovó do que o tempo que ela fica na escola e em casa. Segundo é que eu acho que criança tem que conviver com criança, desde cedo. Muito adulto paparicando e dando tudo o que quer, na hora que quer, o tempo todo, não é bom. A Angelina já estava super mal acostumada e birrentinha. O terceiro é que, na escola, desde cedo a criança aprende ter rotina e ser independente. E o último motivo é que, ela ali perto de mim, me sinto mais responsável e mais mãe dela. Eu tenho o direito e o dever de ser a mãe e responder por qualquer decisão sobre a vida dela (e isso vai acabar quando eu menos esperar). Nós temos a nossa rotina, os nossos horários e somos cúmplices em tudo isso. Acordamos juntas, vamos para a escola, nos despedimos no portão, nos encontramos na saída e assim segue o dia. Quando tem algum problema lá dentro eu sou a primeira a ficar sabendo. E eu vi o quanto as crianças são felizes lá.
Conheço crianças que foram para a escola nas mais diferentes idades e, todas, ficaram doentes no começo. Acho que criar numa bolha em casa não é a melhor opção.
O Papai concorda que ela tem que ir para a escola, principalmente porque ela se mostra feliz lá dentro. Se continuasse chorando, ele não aceitaria. Mas não foi o que aconteceu.

Agora vamos falar de como foi, na prática, essa adaptação.

Primeira semana:
1o. dia – Mamãe ficou junto, por meia hora. As atividades foram músicas e brinquedos.
2o. dia – Angelina entrou sozinha, não chorou no portão, ficou por meia hora e a mamãe do lado de fora esperando.
3o. dia – Angelina entrou sozinha, resmungou, deveria ficar até o horário do almoço mas, na hora do suco e do soninho, começou chorar muito. Fui chamada pela escola quase 1h depois e ela estava em desespero total. Não gostei dessa postura. Era só o terceiro dia. Ela ficou soluçando um tempão depois, mesmo em casa.
4o. dia – Pedi que não a deixassem chorar tanto tempo. Pouco depois das 9h, que é a hora do suco e do soninho, fui chamada e ela estava chorando bastante. Levei-a.
Não achei essa atitude correta. Afinal, se cada vez que ela chorar eu levar, ela vai aprender assim. Mas ainda era muito começo, tudo muito novo pra ela. No fim do dia conversei com a diretora do CCI e ela sugeriu que eu fosse lá dar a mamadeira e tentar fazê-la dormir. No dia seguinte assim fizemos.
5o. dia – Deixei-a normalmente no portão. As 9h fui até lá e ela estava chorando. Como mãe, eu já soube na hora. O problema dela era fome. Ela não toma uma mamadeira cheia quando acorda, então sente fome rápido. Dei a mamadeira e fiquei empurrando no carrinho por quase 1hora. Ela não dormiu. Deixe-a quietinha no colo da professora e fui pra minha seção. Depois que saí ela dormiu. Acordou, ficou brincando no berço e almoçou. Na hora que fui buscar ela chorou um pouco quando me viu mas não queria sair do colo da professora.

Segunda semana:
Optamos por deixá-la somente até na hora do almoço. Durante 3 dias ela chorou muito no portão na hora que eu entregava para o colo de outra pessoa. Lá dentro as professoras diziam que ela estava bem. Na saída ela chorava de novo. A diretora me pediu para buscá-la extamente 11h45 que é quando os pais começam buscar. Ela percebe quando sai a primeira criança e já começa chorar.
Nos dois últimos dias ela chorou menos na entrada e não chorou na saída.

Confesso que, por alguns momentos, pensei em desistir.

Terceira semana:
Na segunda-feira a minha colega de trabalho Adriana começou a adaptação do filho dela, o Bruno. Então, como é normal no primeiro dia ela ficou lá dentro. Ela viu o berreiro que a Angelina fez no portão. Quando terminou a meia hora do Bruno, a Adriana (abençoada) passou na minha seção para contar. Disse que logo depois que a Angelina entra na sala ela para de chorar e é super feliz. Brinca, ri, bate palmas. Foi um alívio imenso.
Como eu teria uma reunião em SP e ela iria faltar, optamos por continuar por meio período durante mais uma semana.
Na quarta ela faltou, na quinta ela resmungou pra entrar e na sexta entrou boazinha. Aí veio o carnaval.

Pós-carnaval:
Na quarta-feira ela foi pela primeira vez no período da tarde. Bateu os braços e pernas quando viu o toldo colorido e as crianças. Foi para o colo da tia sorrindo. Achei que ela estava com saudades. Mais ou menos meia hora depois me chamaram que ela estava febril. Fui medicar e voltei para a Seção. Ela passou bem a tarde. No final do dia soube que não teve mais febre e que comeu tudo, até raspar o pratinho. E também comeu toda a sobremesa.
Durante a noite ela teve um pouco de febre. Acreditamos que fosse pelo dentinho que já apontou e tem outros a caminho. Ela passou muito bem a quinta na escolinha, ficou o dia todo, participou de todas as atividades, mas foi necessário medicar por conta da febre.
Como não passou a febre, optei por levá-la ao pediatra. Ele viu que o problema era garganta e disse que os dentinhos não provocam tanta febre assim. Segundo ele, ela pegou isso na escolinha. Mas, como mãe, eu acho que tem muito mais a ver com os excessos do carnaval e a falta de rotina. Afinal, ela foi pra escola febril logo depois do feriado.

Com isso, na sexta ela não foi pra escola e estamos de molho o final de semana. Ela está tomando tanto remédio que passa o dia dopada e dormindo, estou em cacos.

Sobre a escola, com o tempo ela foi se acostumando e conhecendo as pessoas e os amigos. Houve um dia na saída que ela chorou quando, no portão, o amiguinho foi para um carro e ela pra outro. Jogava os bracinhos pra mãe dele. Em poucos dias, mesmo chorando um pouquinho, ela começou bater palminhas e balançar as mãozinhas como nas músicas da escola. Agora ela coloca o dedinho na palma da mão (música – “meu pintinho amarelinho”). Também sinto que ela ficou mais calma para dormir durante a noite e está aprendendo comer a comida sólida que oferecem. Ela aceita bem toda a alimentação e gosta muito das tias da escolinha e dos amigos. Acredito que estamos no caminho certo. Já dizia o poeta: “são as dores e as delícias…”

Agora, algumas fotos do primeiro dia:

Chegando. Onde estou?

Oba, aqui tem brinquedos!

A tia Andréa.

Brinquedo muito legal!

Luiza Celeste

Otto, ainda com soninho.

Onde você vai Raquel?

Thomaz

Feliz 2012

Antes tarde do que mais tarde, não é mesmo.
Deixo aqui para os leitores do blog os dois cartões de Feliz 2012 que fizemos. O primeiro foi idéia do papai Dan Castilho que uniu nossas mãos num desejo super sincero.
O segundo foi idéia minha, aproveitei o Smash the Cake para desejar um ano novo muito doce.
Beijos para todos 🙂

Dan, Angelina, Maria e Ká

Smash the cake

No dia 21 de dezembro fomos a mais uma consulta do pediatra, a de 7 meses… Angelina está ótima com seus 7kg890 muito bem distribuídos em 67cm. O assunto principal foi alimentação. A partir de agora está tudo liberado, como estava próximo do Natal o médico brincou dizendo que poderia dar pernil, tender, peru, tudo que ela aceitasse (tudo com bom senso, nada de temperos fortes nem muita gordura). Só NÃO pode, de jeito nenhum, castanha, amendoim e afins por causa do risco de engasgar. Ela ainda está conhecendo os sabores e aprendendo, bem devagar, comer coisas mais sólidas. Na maioria das vezes prefere a papinha bem molinha mesmo.

Aproveitamos para perguntar se poderia fazer o Smash the Cake, expliquei como era e disse que estava preocupada por causa do doce do bolo. O dr. respondeu de maneira muito simples: “você vai dar doce pra ela todo dia? então… divirtam-se e tragam as fotos que eu quero ver”.

Brincadeira liberada, brincadeira realizada!!!

Aproveito para fazer um merchan… quem quiser fazer essa deliciosa brincadeira com seus pimpolhos pode entrar em contato com o papai da Angelina e da Maria – www.dancastilho.com.br

Estreando o biquini, andador e pequenos acidentes

Dia de Natal, família reunida e a criançada em festa. Nesse dia Angelina teve a oportunidade de estrear o biquini que ganhou da tia Denize e o roupão que ganhou da Silvia.

Foi uma festa. Primeiro pq ela tava uma gostosura e a gritaria em família foi geral. Segundo quando ela se aproximou da piscina e a irmã e primas ficaram doidas. No começo ela assustou e quis chorar, mas não demorou muito para cair na farra. Não deixei por muito tempo por precaução, foi só um pouquinho pra se refrescar já que tem feito muito calor por aqui. Imediatamente coloquei o roupão e a levei para um banho de chuveiro. Foi ótimo.

Do Papai Noel ela ganhou um andador e tem sido muito gostoso. Ela tá amando e já explora a sala. Aos poucos ela vai entendendo os movimentos e descobre uma novidade a cada momento. O pediatra disse que a única contra-indicação é “acidente”. Precisa tomar muito cuidado com degraus e onde ela chega perto e põe a mão. De resto, aquela conversa de que entorta a perna, aprende pisar errado, essas coisas, não existem. Cada criança tem uma necessidade, muitas sabem esperar o momento certo de engatinhar e andar, respeitando a própria natureza. No caso da Angelina ela quer, por toda lei, ficar de pé sendo que não consegue nem se sentar sozinha.

Ah, e começou também a temporada de tombos leves. Por duas vezes em três dias ela caiu com o rosto direto no chão, passou o Natal com a bochecha roxa. Ela fica sentada e tenta levantar a bunda para se ajoelhar e pegar coisas que estão na frente dela, acaba não sustentando e pronto, é um tombo e um choro. Eu até fico mais tranquila e entendo que isso vai ser muito comum daqui pra frente, já o pai dela, afff… fica num nervoso que não sei quem socorrer primeiro, rsrsrs. Infelizmente não dá pra criá-la dentro duma bolha de proteção. E vai a dica da Maria Eduarda que pediu um par de patins para o Papai Noel: “é caindo que eu vou aprender andar”. Sábia irmã mais velha!!!

 

A hora de nanar

Ver o bebê dormindo é uma sensação plena de realização e amor. Angelina briga tanto com o sono, só dorme quando o próprio corpo não consegue mais responder ao desejo dela de ver o mundo; parece que se ela dormir vai perder muita coisa. Ok, ela dorme… eu vou lá, olho tão linda e tenho vontade de apertar e morder até ela acordar.
Ela tem o jeito de dormir, acho que o bebê determina isso e aprende com cada pessoa.
Eu nunca consegui fazê-la dormir no colo, só quando amamentava (na verdade ela dormia no peito). Então acostumei fazê-a dormir deitada, depois acostumou dormir no berço sozinha. Então é assim – eu coloco no berço, dou a mamadeira, ela mama e dorme. Quando não tá com tanto sono fica lá brigando um tempo.
Outro dia o papai estava trabalhando e eu quis dormir com ela na minha cama. Liguei o ar do quarto e ficamos lá, juntinhas. Ela rolou e resmungou por mais de uma hora até que, cansei, e levei pro berço – ela virou pro lado e dormiu na mesma hora. Ou seja, lá é o lugar dela.
Já na casa da minha mãe ela não dorme deitada sozinha nem por um decreto. Lá a vovó coloca no carrinho e fica dando voltas pelo quintal. Se eu estou lá e empurro o carrinho ela não dorme.
Com a vovó Nanci, a tia Kelly e a madrinha tia Tóia ela dorme no colo.
E com o pai ela não dorme de jeito nenhum, pega fogo e dá um baile nele.
Se estamos fora de casa ela tenta ficar acordada o máximo de tempo possível, geralmente só dorme no carro voltando pra casa. É muito curiosa e festeira, se tem gente ela quer ficar no meio.
E por aí vai, cada dia a gente conhece mais as manias e dengos.

Pensando no futuro

Olá Queridos!!!! Nossa, chega a ser clichê mas o tempo passa mais rápido a cada dia. E é por isso, por esse devaneio do tempo, que resolvemos pensar no futuro da Angelina. Os bancos oferecem várias opções de planos de previdência, são valores fixos todo mês.

Optei por abrir uma conta poupança no nome dela para poder usufruir do programa Nota Fiscal Paulista do Estado de São Paulo.

Vou explicar – primeiro fiz o CPF da Angelina, só precisa ir ao correio levando a certidão de nascimento, RG do pai ou da mãe e comprovante de residência.

Depois fiz o cadastro dela no site da Receita – www.nfp.fazenda.sp.gov.br. Não há nenhuma restrição quanto à idade.

O vovô Zezinho agora só coloca o CPF dela nas notas de supermercado, lojas, tudo. Esses créditos estão sendo computados. Quando faço compras pra ela também coloco.

Fui até o Banco do Brasil e solicitei abertura da conta poupança no nome dela (eu assino como responsável mas não pode fazer retiradas, nem cartão tem).

Em abril, quando são liberados os créditos da NFP, farei a transferência direto para essa conta poupança.

E claro, todo mes faço um depósito e todas as vezes que ela ganha presentes em dinheiro vai direto para a conta.

Pronto. É a maneira que tenho de, desde já, pensar na faculdade, no carro ou numa boa viagem… mas a decisão lá na frente será dela.

Beijos e bom restinho de semana 🙂

já estou quase conseguindo engatinhar...

6 meses

Já se passaram 6 meses e 14 dias… tenho ficado muito pouco na net, desculpem os seguidores do blog, sei que estou em falta com as novidades do bebê. Fui mais eficiente em compartilhar experiências da gravidez. Espero conseguir retomar as dicas e troca de experiência quando tiver rotina.

Hoje rapidamente deixo uma foto e um vídeo pra verem o tanto que Angelina está grande e se desenvolvendo a cada dia.
Aproveito para pedir votos pra ela no Bebê Hipoglos 2011 – http://meu.bb/444346

Beijossss

fazendo funguinha pro papai...

 

 

Gargalhando para a mamãe:

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