o Desfraldamento

Olá Mamães. Olha eu aqui de volta falando sobre assuntos de uma mãe aflita.
Ontem fui até a escola da Angelina para falar sobre o desfraldamento. Lá esse processo começa pouco antes da criança por volta dos 2 anos, de acordo com o andamento da turminha.
Na sala da Angelina só ela e outra amiguinha (a Anna Beatriz) que fazem aniversário em maio ainda não tinham começado.
Então, hoje foi o dia inicial do desfraldamento.
Ela ganhou da Maria Eduarda um troninho. É uma cadeirinha simples, com o buraquinho, bem segura. Porém ela ficou com medo. Usa como cadeirinha pra brincar mas nunca aceitou a idéia de sentar ali sem roupa.
Levei na loja pra ela escolher um troninho de sua preferência. Tinha rosa, verde, lilás, vermelho, de urso, de sapo, amarelinho, musical. Ela olhava e chorava. Respeitei.
Comprei um assento redutor de vaso sanitário, que ela chama de “xixeira”. Esse deu mais certo. Quando começou perceber os amigos indo ao banheiro ela foi pedindo em casa. Deixo bem a vontade, normalmente pergunto se ela quer fazer xixi no vaso de manhã e nos finais de semana que estou com tempo de sentar no chão e ficar ali, batento um papo. Funciona bem com tempo e paciência.
Agora a coisa mudou um pouco porque entramos no processo oficial de desfraldamento.
Funciona assim: ela dorme de fralda, sai da cama e usa o vaso, coloca uma fralda limpa durante o caminho até a escola, na escola a professora tira a fralda e deixa sem até na hora de sair.
Resumindo, ela só pode usar fralda na cama e no carro.
Durante esse período sem fralda ela vai aprender a pedir, mas até lá faz na roupa. Mandei 8 trocas pra escola hoje, sandália reserva, toalha de banho.
Na hora do almoço peguei o primeiro saquinho de roupa suja. Até aí estava tudo bem, eu conversando com ela, explicando.
Maaaassss… como boa mãe coruja e aflita, quando cheguei em casa, abri o saquinho de roupas e vi ali 3 trocas de roupa molhadas de xixi e uma calcinha suja de cocô foi tão triste. Fiquei morrendo de dó dela, pensando em como ela estaria se sentindo nesse momento de novidade.
Talvez ela nem tenha se importando tanto porque acontece com os amigos também, mas que eu fiquei com dor no coração, ah eu fiquei!
No carro expliquei que ela pode pedir pra professora quando quiser ir ao banheiro. Ela chorou e disse “Não quelo faze xixi vaso, é dulo. Quelo mia faldinha”. E a mãe sofre mais ainda.
Mais uma etapa a aprender, a cumprir, a superar e a vencer. E mais um desafio pra ela e pra mim.
🙂

desfraldamento

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