é o dente…

Toda mãe escuta, e muito, essa afirmação: “é o dente”. Chega a irritar. Por qualquer chorinho, é o dente. Se põe a mão na boca “tá coçando o dente”. Passei por isso.

Porém, quando o dente chega de verdade, ele causa um estrago. E a mãe sabe quando a afirmação é verdade.

Médicos dizem que não é. O pediatra da Angelina diz que “dente pode dar uma febrinha e só”.

Angelina já tem os dentes da frente, alguns do fundo e, a cada vez que surgiram, percebi sintomas diferentes. Febre, muita irritação, salivação, o dedo na boca e diarréia. Faz umas duas semanas ela teve assaduras. Teve febre por 4 dias de mais de 38º sem qualquer outro sintoma. Fez exame de sangue, de urina e o médico chegou à conclusão que era uma virose. (haaaa… jura??? tudo é virose).

Ontem tivemos um aniversário e ela estava muito irritada. Tanto que fui embora antes do bolo. Em casa chorou muito e colocava o dedo na boca. A gengiva bem inchada, uma novela.

A noite foi tranquila mas hoje pela manhã chorou muito de novo.

Na hora do almoço, do nada, apareceu uma “coisa” na boca dela. Fiquei apavorada e corri pra emergência por medo de ser uma alergia forte.

O médico olhou, pediu pra deitá-la, ergueu a gengiva dela e afirmou “é o dente”.

A acidez da saliva queimou a boca dela. Simples assim.

A função do post de hoje é de utilidade pública (sugestão da Érika que tá com a Luiza toda assada). Nossas avós e mães estão certas. Dentes são enlouquecedores, o processo é complicado e cada criança pode ter uma reação diferente. Vamos ao que pode acontecer (por aqui já aconteceu de tudo):

– febre

– diarréia

– assadura (também por causa da acidez)

– insônia  irritação

– perda de apetite
O que fazer? Primeiro manter a calma, a criança vai gritar. Muito carinho e colinho ajuda acalmar.

O médico de hoje orientou dissolver 1 colher (café) de bicarbonato de sódio em 1 xícara de água e limpar por dentro da boca com uma gase ou fraldinha.

Indicou também pomada Mud oral para a boca e Mud creme para assaduras. É uma pomada específica para essa acidez.

E abaixo uma foto de como ficou a boca da Angelina.

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De quem é a kafta???

Vida de família de fotógrafo é bem tumultuada. O papai sai de casa cedo e chega a noite; e nos finais de semana também está sempre trabalhando. São poucas as oportunidades que temos para fazer um programa em família , os quatro juntos.
Sexta-feira, felizmente, foi um desses dias. O papai foi fotografar o espetáculo Peter Pan e levar as meninas para passear. Chegamos ao teatro, tudo bem. Maria se encantou com os atores voando e Angelina não deu um piu sequer – por alguns momentos eu olhava para ver se ela estava dormindo e os olhos estavam muito abertos assistindo tudo.

(Encontramos a Gisela por lá, demos carona até a casa dela. Foi tudo bem no carro, distraindo poucas manhas com brincadeiras e conversas).

Antes de ir pra casa decidimos parar no espetinho que tem ali perto.
Papai pediu seus espetos e uma cerveja. Mamãe idem. Pedimos suco pras crianças, mandioca, vinagrete, etc.
A Angelina toda serelepe abrindo um bocão pra comer (ela é boa de garfo) e a Maria, tranquila, comendo uma kafta.
Até o momento que a Maria resolveu colocar a kafta na boca da Angelina pra ela dar uma mordida. Ela, obviamente, gostou e quis mais. E depois mais. Até que quis segurar o espetinho e não devolveu.
O papai então, muito rápido, pediu outra kafta novinha e quentinha pra Maria. Só que ela nao quis.
Não vou comer uma inteira“.
O papai, com paciência, cortou a metade da kafta pras duas ficarem do mesmo tamanho e deu pra Maria – que já estava com os olhos cheios de lágrimas.
Quero a minha“.
Tentamos trocar com a Angelina que continuava segurando seu espetinho com força e mordendo a kafta.
Numa distração da Angelina, a Maria ficou com os dois espetinhos nas mãos. Misturava os dois e tentava dar o novo pra Angelina que só chacoalhava a cabeça “não, nãaaao“.
E, numa distração da Maria, a Angelina grudou os dois espetinhos. Uma kafta e cada mão, intercalando as mordidas.
Eu pedia e ela gritava “é miiiii” (= é minha).
Nisso o pai, que já tinha perdido a paciência, olha pra mim e diz “você é mãe, resolve“.
Continuei tentando mas era impossível.
Por sugestão do pai acabei indo pra casa a pé com a Angelina e as duas kaftas. O Dan e a Maria ficaram por lá até terminarem de comer.
Em casa a Dory olhava alucinada pras kaftas e a Angelina continuava intercalando as mordidas e, quando percebia o olho grande da gata, gritava: “é miiii“.
Ela comeu a primeira kafta inteira e deixou só um pedaço da outra.

No dia seguinte o papai foi trabalhar logo cedo. Eu tinha muita roupa pra lavar e as duas dentro do apartamento. Optei por deixá-las sozinhas numa tentativa de “são crianças, que se entendam“. Acho que funcionou melhor. Brincaram o dia inteiro com poucas discussões.

Tenho muitas dúvidas sobre como agir. O Dan acha que a Maria está errada porque ela é grande e tem que ceder sempre. Eu tento amenizar tudo, acho que a Maria já “perdeu” muita coisa com a chegada da irmã.
Tudo que a Maria pega a Angelina quer. A Maria dá, pega outra coisa e, imediatamente, a Angelina quer a outra coisa. E isso se repete com 2, 3, 5, 10 brinquedos. A Angelina só quer o que está na mão da Maria.
Por outro lado, a Maria provoca. Pega aquilo que ela sabe que a Angelina não quer que pegue e começa a gritaria do “é miiii“.

O que é mais fácil resolver: a pirracenta ou a birrenta???