Quem pode com ela?

Angelina tem um ano e, desde que nasceu, é cheia de personalidade.

Ultimamente tem aprontado cada um que vale post com pérolas (igual aqueles da Maria Eduarda). A diferença é que a Maria tem 6 anos a mais que a Angelina, né?! Vamos lá.

Ela já é doida por sapatos. No aniversário de 1 ano começou a demonstrar essa “paixão” quando ganhou um sapato novo, tirou o que estava no pé e pediu pra colocar o outro.

Dia desses na Renner ela viu um crocs do Patati Patatá. Pegou na mão, olhou pra mim e disse “pá, pá”, enquanto erguia o pé. Por sorte estava em promoção e tinha um no número dela. Sentei-a na cadeira para provar. Quem disse que eu consegui colocar a “bota velha” de volta???? Tive que levá-la até o caixa de meias e convencê-la de que a moça precisava pegar o sapato pra cortar o lacre. A moça nem tinha feito a nota direito e ela já estava dando o pé para ela colocar o sapato.

Pronto, saiu feliz da loja usando sapato novo. Chegou no carro, tirou do pé e foi no caminho pra casa beijando o Patati e o Patatá.

Roupa ela escolhe. Se eu quero que ela use uma determinada roupa não posso deixar outra na vista.

Brinquedo também tem que ser o que ela quer e do jeito que ela quer.

A comida, mesmo que eu misture tudo na colher, ela separa na boca e cospe o que não interessa (por exemplo: cenoura). Ela prefere quando dou tudo separado: só arroz, só feijão, só carne.
p.s. – e não posso reclamar porque faço igual.

Agora ela cismou que ninguém pode dormir perto dela. Aquele cochilo da vovó e do vovô no sofá é motivo para escândalo. Ela fica muito brava até eles abrirem os olhos. Até a Dory entrou na dança e não pode dormir se a Angelina está acordada.

Ontem a Angelina bateu no sofá até que a Dory se irritou e deu dois tapas na mãozinha. Ela olhou pra mim com cara de choro. Eu falei sério: “A Dory estava quieta, você bateu nela primeiro”. Ela simplesmente engoliu o choro, deu uma disfarçada, pegou um brinquedo e saiu de lado. Tem jeito de nao rir numa hora dessas???

E pra completar, ela quer escovar os dentes sozinha e só dormir depois das 23h. Tá se achando a moça.

Primeiras palavras

Angelina balbucia sílabas:
pápá – papai, papá e Patati Patatá
mãmã – mamãe, Maria, vovó, me dá, e mais um monte de coisas
buuuu – é o muuu da vaca
– é bola
bo – boneca
– é pé mesmo
pe – chupeta
– acabou

Dia desses trabalhei o domingo inteiro num concurso e o Evandro fez um churrasco. Eu trabalhando, papai trabalhando e vovó na cozinha.

Angelina ficou no meio da turma onde ninguém adivinha o que ela quer. De repente, ela apontou para a mesa e disse “pão”. Ou seja, teve que se virar né.

É fato que mãe, pai, avós e pessoas muito próximas da criança acabam deixando-a “acomodada” na hora de aprender a falar. Se tem quem faça tudo sem muito esforço, vai falar pra que?

Mas na hora do aperto ela colocou a boca no trombone. O Neto correu fazer o video e foi uma festa!!!!

Depois disso ela aprendeu falar mão, piu, (estou). De resto ela só responde não com a cabeça pra tudo que pergunta.

O primeiro FIT

Quem me conhece sabe o tanto que amo teatro e o tanto que o teatro fez parte da minha vida. A vida de casada, depois de grávida e agora de mãe me fizeram abandonar um pouco esse lado. Porém, no ano passado e nesse ano, durante o FIT (Festival Internaciona de Teatro de Rio Preto), fiquei acompanhando só de longe mas não abri mão de assistir a “Banda Mirim“.

Nunca perdi as apresentações deles no FIT:

2008 – O menino Tereza
2009 – Sapecado
2010 – Felizardo
2011 – A criança mais velha do mundo
(eu estava amamentando, fiquei 1h30 na fila da primeira seção com a Maria Eduarda e não conseguimos entrar. Fui pra casa amamentar e voltamos. Após 2h30 conseguimos assistir e a Maria falava “Quem bom que a gente conseguiu né”. Ela até chorou – e eu também).
2012 – Rádio Show

Este ano resolvi inserir a Angelina no contexto para ver como ela se comporta. E novembro do ano passado, ela com 6 meses, fomos assistir ao festival de Balé da Maria, ela ficou quietinha e prestando atenção o tempo todo.

Chegamos cedo no Teatro Municipal Paulo Moura (que é liiindo). Ficar 1h30 esperando foi fácil já que o que mais tinha era espaço pra ela andar, brincar e movimento pra ver. Só precisamos fazer rodízio e deu tudo certo. Minha mãe, a Ju e eu sobrevivemos.

Quando entramos ela ficou boquiaberta. Olhou TUDO, desde o chão até as luzes no teto. Antes de começar ficou mandando beijos e dando xauzinho pra quem estava atraz da gente. Na hora que apagaram as luzes ela sentou no meu colo e lá ficou, até o fim do espetáculo. Parte das músicas das eram do CD Felizardo que ela escuta no carro. Ao final de cada música a platéia aplaudia (e ela acompanhava). Chorei!

(um extra: ela fez xixi demais e vazou no meu colo. Senti a perna quente, rsrs. Troquei a fralda ali mesmo, ela sentadinha, no escurinho).

No final fomos cumprimentar os atores que se encataram com ela. Quase pediram autógrafo.

Na semana seguinte arrisquei levar novamente. A peça dessa vez foi “A menina que não sonhava”, do riopretense Alex D’Arc. Primeiro tenho que destacar que fiquei encantada com a competência do grupo que não deve em nada para grupos de fora. Lindíssimo espetáculo.

No começo a Angelina estava bem chata.Ficou agitada na fila e quando entramos no teatro do Sesi ela queria ficar andando pra lá e pra cá. Confesso que nesse momento me arrependi de ter ido com ela. Orientei a Maria Eduarda que se precisasse eu iria sair e que ela ficasse sentadinha ali que depois eu voltaria para buscá-la. No primeiro dia eu sabia que eram músicas, ali eu não tinha certeza se iria prender a atenção dela.

Apagaram as luzes e pronto. Lá foi ela, durinha pro meu colo. O espetáculo foi todo com músicas e danças, muito colorido. Pronto, não precisou mais nada. Ela ficou, novamente, imóvel e encantada.

Ela só levantou no meu colo quase no final, quando soltaram muitas bolas e bexigas de dentro de uma caixa. Ela apontava o dedinho e gritava: “bó, bó”.  A moça do lado conseguiu pegar uma bola que veio perto da gente e deu pra ela, que agarrou na sua “bó” e foi embora toda feliz. A mamãe, outra vez, chorou!!!

Abaixo as fotos, by nossa fofíssima JuMerengue 🙂

Pequenas mudanças

Se tem uma coisa que me deixa irada é bagunça. E o pior é que eu sou super desorganizada.

Serviços domésticos não são, nem de longe, minha especialidade. Por esse motivo, PRECISO ter uma ajudante, que é a dona Conceição. Um anjo.

Desde que ela começou trabalhar pra mim combinamos que ela iria em casa uma vez por semana, quinta ou sexta, e faria o trabalho que fosse necessário: limpar, passar roupa ou cozinhar.

Assim a casa na sexta-feira estava sempre em ordem e a roupa passada. Parece bom, certo?! Errado!!! Muito errado.

No sábado estamos todos em casa e tudo vira uma bagunça. Ou eu cuido da casa ou passeio em família. Na segunda tudo amanhece revirado, começa a loucura da semana, todas as noites eu lavando roupas e a casa continua bagunçada pra ficar bom só na sexta. Isso se traduz em péssimo humor todo dia.

Até que, finalmente, uma luz iluminou minha cabeça e mudei minha combinação com ela.

A faxina passou a ser na segunda-feira. Na terça de manhã eu levo pra casa dela a roupa suja que ela me devolve, limpa e passada, na sexta.

Pronto. Agora é assim: chego em casa segunda a noite e encontro tudo limpinho. Só tenho que separar as roupas que vou levar no dia seguinte (peças pequenas e roupas da Angelina lavo em casa mesmo).

Como ficamos fora de casa o dia todo, a casa permanece limpa e em ordem. Ou seja, todo dia eu chego e encontro tudo limpo.

Parece uma bobagem, mas olhar em volta e ver ordem e limpeza melhora qualquer astral. É horrível não conseguir começar fazer nada, e com criança tudo piora porque todas as atenções são pra ela.

Enfim, foi uma pequena mudança que fez uma diferença enorme na minha rotina. É importante percebermos os detalhes que facilitam nossas vidas.

Agora só preciso encontrar um jeito de ter uma alimentação melhor em casa. Um dia eu aprendo 🙂

p.s. – Sobre o post anterior, a Angelina está bem agora. 5 dias tomando antialérgico e passou a tosse horrível. Tá boazinha!!!

Minha culpa, minha máxima culpa!!!

Meu Deus, como é difícil.

Angelina está doente. Uma gripe chata, acompanhada de tosse, faz quase 2 meses. Tentei homeopatia, num primeiro momento deu certo. Depois ela começou piorar, o pai ficando bravo porque aquela “aguinha” não tava resolvendo nada. Liga para o pediatra e ele responde que é pra dar só um remédinho que ele tinha indicado e que isso “é normal em criança que vai na escola“.

De segunda a sexta Angelina fica o dia todo na escola. Nos finais de semana tenho trabalho, casa pra cuidar, e mil coisas. Ela acaba ficando boa parte do tempo com a vovó. E com a mãe, quando ela fica? Quando a mãe dá o remédio na hora certa? A que ponto está a paciência da mãe no fim da noite?

Na noite de sábado para domingo ela pouco dormiu. No domingo levantei, fui trabalhar e a vovó ficou com ela, doente. Na segunda levei pra emergência, o pediatra acrescentou um remédio e, graças a Deus, ela dormiu melhor.

Acho que o feminismo foi inventado por um homem, para que, além de continuarem sem as tarefas domésticas, ainda tivessem alguém para dividir as despesas.

E as despesas?! Ai, ai… nunca mais se tem um planejamento pós-filhos. É farmácia, fralda, leite, roupa que fica pequena, tudo.

Tenho acreditado que o feminismos está muito mais ligado a materialismo. Porque trabalhamos tanto? Para ter dinheiro e comprar coisas e coisas.

Será que ela ter mil roupas novas, fraldas da melhor marca, viajar, passear, comer fora, etc a faz mais feliz? Ou será que ela só precisa da mãe bem pertinho, brincando, dando carinho e protegendo?

Tenho me sentido muito ausente na vida da Angelina (e da Maria Eduarda também que sofreu prejuízo em dobro já que o pouco tempo que tenho com ela é dividido). E isso não está legal.

😦