Cada dia mais linda e mais…

Toda mãe acha que os filhos são perfeitos, né?! A minha, obviamente, é a mais linda do universo.

A exemplo de como foi na gravidez, preciso contar aqui exatamente o que acontece.

A Angelina está cada dia mais linda, mais engraçadinha, mais carinhosa, mais inteligente, mais esperta e mais, muito mais, arteira e birrenta.

Sabe aquela criança que se joga pra traz, esperneia e grita quando alguma coisa não é como ela quer. Pois bem, a Angelina também é assim. E eu sempre disse “se filho meu fizer isso… bla bla bla”. Ela faz, e muito. Quer tudo na hora, do jeito que ela quer. Chora por qualquer coisa.

Minha mãe, como boa vó que é, diz “isso mesmo, briga pelo que você quer”. Como lidar né?!

Se a Maria pega um brinquedo ela quer. A Maria, com paciência e por obrigação de mais velha, dá o brinquedo. Se ela pega outro, imediatamente a Angelina joga o brinquedo anterior no chão e quer o da irmã. E assim continua a história quantas vezes a Maria pegar qualquer coisa.

Na escola dizem que ela é suuuuper boazinha, não briga, aprendeu que cada um tem seus brinquedos e respeita o espaço dos amigos. O problema é a mãe então?! Ou é a irmã?!

Sair de casa é bem complicado também, se ela gosta do lugar e da comida, tudo bem, fica quietinha. Se não tá a fim, não tem quem a faça ficar comportada. Dia desses quase morri de vergonha na churrascaria, ela derrubou tudo o que passou na frente dela. Já na praça de alimentação do shopping, com batatinha frita na mão e muita gente passando pra lá e pra cá, é um doce de criança.

Ela e mais um adulto dando total atenção é uma criança muito boazinha. Dois adultos que querem conversar ela já não gosta. Se tem mais criança perto, principalmente a irmã, ela fica do tipo muuuito chata.

A cada dia vou tentando administrar e lidar com toda essa personalidade forte. Será culpa do signo??? Taurina das boas, teimosa e durona igual a mãe (talvez por isso eu tenha tanta dificuldade em lidar né).

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Vitamina S de sujeira

Faz tempo que estou pra falar desse assunto que foi matéria no Jornal Nacional, onde um estudo comprova que limpeza demais faz mal à saúde do bebê. Clique aqui para ver a reportagem.

No dia seguinte à exibição da matéria tivemos consulta com o pediatra e, segundo ele, a matéria pode ter sido perigosa. O índice de mortalidade em bebês que nasceram no campo é maior do que os que nasceram na cidade, consequentemente os “sobreviventes” serão os mais fortes.

Sou o tipo de mãe que tem por hábito dizer que “o que não mata, fortalece“. Nunca fui de ferver tudo o que cai no chão, não esterelizo mamadeiras e chupetas todos os dias (nem tenho o esterelizador, fervo água e jogo tudo numa vasilha), desde 2 meses a Angelina ficava deitadinha num edredon no chão da sala, pé no chão é bem comum em casa (entre todos). Enfim, acho que sou tranquila até demais nessa área.

Domingo passamos o dia na chácara da vovó Nanci e ela se esbaldou de brincar no chão da varanda que, por ser chácara, tinha muita terra. Como eu já sabia que seria assim, coloquei uma calça já manchada e deixei brincar o tanto que quis. A calça deu PT, rs. E ela se divertiu muito.

Chegando em casa dei um bom banho, daqueles dos pés à cabeça deixando um tempo de molho. A água da banheira parecia um caldo de feijão de marrom que saiu.

As duas únicas coisas que me incomodam são os animais criados soltos, naturalmente eles não têm a mesma higiene dos animais criados dentro dum apartamento ou casa fechada. Eles rolam na terra, matam e comem outros bichos, têm pulga, carrapato. A outra coisa é o cigarro, por razões óbvias.

Nesses casos acho que não são anticorpos a se adquirir, tem que protejer mesmo.

A Angelina tem tido muitas gripes e resfriados, as vezes mais fortes, as vezes menos. Conversei com o pediatra sobre o fato de morarmos em apartamento, fica tudo fechado e tem a gata (que é beeem peluda). Ele disse que as gripes dela são normais nessa idade, principalmente porque vai a escola. É um processo alérgico que envolve o tempo seco, a poeira, o apartamento fechado, a gata, tudo. Porém, não há complicações, nem febre ela tem. Então não é o caso de mudar de vida por esse motivo. Continuamos observando.

De resto ela está se desenvolvendo cada vez mais forte e, apesar das gripinhas, estomatite, fungos, viroses, etc, ela nunca se abala nem perde o apetite.

O pai já é mais preocupado, um dia ele disse que deveria ter uma lei que criança só pode sair de dentro de casa depois de 2 anos (pensa?!).

E na casa de vocês, como funciona? Será que sou exagerada ou desligada demais?

 

Pra onde foi?

Tenho muitas dúvidas e algumas certeza de para onde foram várias coisas com a gravidez.

A barriga grande foi embora (graças a Deus), deixou uma pancinha mole, mas nada que não esconda com uma boa calça.

O peito que eu tinha antes se foi, não sei pra onde. Mas o fato é que ele não é, nem de longe, o que era antes.

Mas o que mais me intriga é “para onde foi minha agilidade?”. Parece que toda a vagareza do final da gravidez, quando meu corpo não me permitia muita coisa ficou aqui.

Sinto que emburreci, perdi minha capacidade de raciocínio rápido e minha disposição. Se antes, em 1 hora eu resolvia mil coisas, hoje não consigo fazer absolutamente nada.

Hoje na hora do almoço fui fazer supermercado de novo. Sinto tanta dificuldade por falta das sacolinhas, me atrapalho toda, deixo cair coisas no chão e, o que mais me incomoda, é que não consigo fazer tudo rápido.

Acordo 6h da manhã. Tenho que organizar a bolsa da Angelina e sempre quero deixar a casa em ordem pra não me aborrecer quando chegar a tarde. Eu NUNCA consigo. Fico andando pra lá e pra cá, demoro 1hora pra colocar as coisas dela na bolsa, sempre acho que tá faltando alguma coisa.

Enfim, tudo que vou fazer, eu demoro. E não era assim antes. Involuí?

Sempre ouvi falar que as mães aprendem fazer tudo muito rápido, que comem mais rápido, tomam banho em segundos, resolvem mil problemas. Só eu que não consigo?

Tem dias que me dá vontade de dar minha casa pra d.Con, minha filha pra vó e meu marido pra quem quiser e ficar sozinha, parada e só. O problema é que se eu faço isso, uma hora tenho que voltar e encontro tudo pra fazer de novo, todo dia igual.

Se alguém encontrar aquela Karina espivitada por aí me devolvam por favor.

O papel dos avós

Todo dia vejo pelos corredores aqui do Ibilce uma senhora com um bebê. Hoje está super frio, chovendo, e ela está por ai. Por vezes passeia com o bebê no colo, por vezes no carrinho, faz dormir. O bebê deve ter uns 6 meses. Concluí, por minha conta, que a mãe é aluna e a paciente vovó vem cuidar do neto enquanto a mamãe assiste aula.

Nessa avó podemos perceber o grau de dedicação e paciência que existe em todas (pelo menos na maioria que conheço).

Minha mãe, avó da Angelina, é meu braço direito, esquerdo e minhas duas pernas. Nem um terço da minha rotina seria possível sem o apoio dela.

As avós são mais pacientes, mais sensatas, mais serenas, mais carinhosas. Ou seja, são muito melhores que as mães. Como mãe tenho que pensar no trabalho, na medicação, nas consultas, nas vacinas, nas contas, na escola, na educação, nos horários. E, por um erro meu, acabo focando mais nas preocupações que na curtição.

No curso Beabá-Bebê na Unimed eles falam muito sobre o papel das avós e, muitas vezes, menosprezam essa pessoa tão fundamental. Parece que toda a experiência delas é errada. Peraí!!! Se fizeram tudo errado não estaríamos aqui, fortes e saudáveis.

Escuto muito minha mãe e pessoas mais experientes. Sempre dei chás (e a Angelina ama). Dei chupeta que minha mãe sempre insistiu que é uma benção. Essa semana passei vick na sola do pé da Angelina que uma prima disse que é bom pra tosse. Não comi, durante a amamentação, nada que alguém falou que pode dar cólica (o médico fala que pode tudo; por acaso ele é mãe?). Se é conversa de vó ou não, a Angelina não teve nada de cólicas. Outro conselho da minha mãe que segui era dar o luftal antes da cólica se manifestar.

Quando a Angelina nasceu pedi que minha mãe fizesse o papel de “minha mãe”. Ela cuidou muito de mim, da minha casa, das roupas pra lavar e passar. O papel de mãe da Angelina eu precisava exercer – cuidei do umbigo, dei os primeiros banhos, dormi sozinha com ela. Acho que isso é importante porque a mãe tem que passar por essa experiência.

Hoje a minha mãe é muito mais que avó da Angelina, é outra mãe que ela tem. Quando ela ta doente ou eu tenho compromissos, fica com minha mãe numa boa e tenho absoluta confiança.

Mas onde está o limite pra criança saber qual o papel de cada uma em sua vida? Acho que isso tudo tem que ser muito conversado. Ainda essa semana falei pra minha mãe que a pior coisa é quando os avós desautorizam os pais. Talvez os pais estejam errados e são mais duros, mas, na frente da criança, nunca deve ter esse tipo de conflito.

A Angelina já é sabida e fica bem mais folgadinha com a vovó do que comigo. Acho que é natural.

E tem também o vovô que exerce, com toda paciência, o papel de brincar, assistir tv, comprar dvd do PatatiPatatá, buscar leite 10h da noite porque não tem pra manhã seguinte, levar e buscar pra todo canto e tantas outras coisas que ele faz com tanto carinho e dedicação.

Olhando para eles vejo renovação e alegria. A vida deles parece outra, a fisionomia muda.

Repito: nem um terço do que sou e que faço seria possível sem os meus pais.

Muito importante é o diálogo, o carinho e a gratidão. Abençoados sejam as vovós e os vovôs.