Como lidar?

Angelina passou um tempão dodóizinha.
Teve gripe, estomatite, virose, gripe de novo, dor de garganta, dor de ouvido, mais gripe.
Muito dengo, muito enjoo, muita manha.
A gripe dela não tinha fim. Melhorava um pouco e voltava pior. Foi uma fase complicada.
Na última consulta com o pediatra saí de lá com uma receita frente-e-verso. Taaanto remédio, judiação.
Pra ser sincera, não concordo muito com os métodos dos pediatras. Dá-lhe corticóide, corta a gripe rapidinho. Porém, acredito que a gripe precisa passar por um processo, um ciclo com começo, meio e fim. Quando inserimos medicamentos muito fortes, esse ciclo é interrompido e, quando volta, é pior.
Procurei uma médica homeopata para um tratamento paralelo ao do pediatra de rotina. A homeopatia é lenta, minha idéia é trabalhar com a melhora de resistência.
Apesar de não gostar desses tratamentos rápidos e de choque, ninguém quer ver a criança com dor e nem quer que a doença evolua. Não tem muita opção.
Ela começou melhorar da gripe e entrei com a homeopatia e vitaminas (C e B). Agora, finalmente, ela está sem gripe nenhuma. Ufa!!!
Passado todo esse sufoco, a ‘porcaria’ aprendeu que colo e dengo é bom. Acho que é a primeira criança que descobre o chão e prefere o colo.
Ela não quer nada: nem carrinho, nem chão, nem andador, nem berço, nem cercadinho. Só colo e, na maioria das vezes, o da mãe.
Só essa semana foram alguns episódios:
1. No colo do papai (que precisava sair). A vovó, pra chamar atenção disse “vamos passear” e pegou minha bolsa, fingindo que ia sair. Só que a Angelina é muuuito esperta e sabe que aquela bolsa não era da vó. Ela ficou ttãaaao brava. Ai foi pior porque ficou brava com a vó e não queria ir pro colo dela de jeito nenhum.
2. Fui colocá-la no carrinho e apertei o dedo na hora de travar o cinto (é um perigo). Minha mãe veio olhar, eu dei um grito porque doeu muito. Acho que ela pensou que minha mãe me machucou e, novamente, ficou de mal com a avó. Ela chorou super sentida e não foi, nem pro carrinho, nem pro colo da vó.
3. Na hora de dormir está um sufoco. Ela só fica no meu colo, morrendo de sono. Mole, o corpo dela não responde. Ela encosta o rosto no meu pra se segurar. E fica ali, brigando até que não resiste mais e desliga sozinha. Isso pode ser as 21h, 22h, 23h. Só que a briga começa lá pelas 20h. Dali em diante só posso ficar à disposição da boneca.
O pior é que, pra despertar, ela inventa coisas do tipo enfiar o dedo no meu olho, no meu nariz, morder, bater cabeça na parede. Ai chora, briga. Eu fico brava, não resolve. Faço dengo, não resolve. Dou mamadeira, não resolve. É impossível dominá-la.
4. Na porta da escola recomeçaram os choramingos. Hoje ela entrou chorando de escorrer lágrimas. Ela pendura nos meus cabelos que posso soltar as mãos, ela não cai de jeito nenhum. Depois que entra fica bem, mas separar da mamãe tá difícil.
5. Almoço e janta só com ela no colo, ou eu sentada no chão, do lado dela, dando comida junto.

Por aí vai. Uma nova fase. Tão deliciosa e cheia de dúvidas como as outras.

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