Na porta da escola: Dia de Chuva

Alguém já parou na porta de uma escola para observar os pais entregando os filhos?! Se nunca parou, pare. É a coisa mais engraçada, ridícula, triste e feliz do mundo. Tem de tudo. Mãe apressada, mãe atrapalhada, mãe fazendo graça pra criança não se sentir abandonada, mãe que chora junto, mãe que perde bolsa, chave e filho pro caminho. Enfim… pare. É uma experiência a se viver e rir de se imaginar ou relembrar situações já vividas.

Ontem amanheceu chovendo muito. Como todas as manhãs, coloquei a Angelina no carro e fomos pro Ibilce. Chegando na porta do CCI estava aquela fila de carros, só tem um toldo onde é possível tirar a criança sem tomar chuva. Um carro estava no toldo, atraz outro carro e encostei na fila.  Enquanto esperávamos Angelina ficou rindo e apontando pra escolinha (agora ela aprendeu apontar o dedinho) e eu observando.

Do primeiro carro desceu uma mãe, toda atrapalhada e muito lenta. Pegou a bolsa, guarda-chuva e, acreditem, pegou a filha pelo lado do motorista (e não pelo lado do toldo). O guarda-chuva voava, a criança sonolenta, a bolsa caindo, um casaco da mãe escapando e atrapalhando segurar todo o conjunto. Assim ela foi, calmamente, levar a filha pra dentro da escolinha.

No carro de traz estava um pai – e homens não tem paciência. Pra não ter que esperar a mãe atrapalhada da frente ele resolveu tirar os filhos (sim, eram 2) ali mesmo, na chuva. Ele desceu do carro, com o guarda-chuva, e foi abrir a porta pra tirar uma criança. Até ai tudo bem, uma mão segura o guarda-chuva e a outra abre a porta. Ok?! E agora? Ele ficou alguns segundos pensando como pegaria a criança. Ele apoiou o cabo do guarda-chuva no pescoço (igual a gente faz com celular quando tá fazendo outra coisa ao mesmo tempo) e pegou a criança. Levou a criança até debaixo do toldo e voltou pra pegar o segundo. Dessa vez ele soltou o guarda-chuva, apoiando na porta aberta e no teto do carro (acho que ele nem pensou que poderia riscar ou não é o tipo de homem que pensa no carro primeiro, rsrs). Pegou a criança que, já maior, ajudou o pobre pai segurando o guarda-chuva enquanto ele fechava a porta. Pronto, ele deixou a segunda criança debaixo do toldo. Voltou para o carro, abriu o porta-mala pra pegar as duas mochilas. Nessa hora eu não segurei a gargalhada (ainda bem que meus vidros estavam fechados). Ele ficou por vários segundos tentando segurar as duas mochilas com uma só mão (porque a outra estava com o guarda-chuva) e, quando conseguiu, lembrou que precisava fechar o porta-mala e soltou o guarda-chuva no chão. Foi hilário porque nós, mulheres, fazemos muito mais que 5 coisas só com duas mãos.

Enquanto isso a atrapalhada do carro da frente liberou o espaço e eu fui para debaixo do toldo. Eu sou a mãe que entra pulando e fazendo gracinhas para a filha chegar rindo na escola. Assim fiz como todo dia. Calmamente tirei a Angelina da cadeirinha (debaixo do toldo), enrolei numa manta e fomos. Antes de chegar no portão que entregamos as criança é uma rampa bem grande e estava molhada. A mãe engraçadinha aqui escorregou feio, o pé direito foi pra frente, o joelho esquerdo bateu forte no chão e  da cintura pra cima nada se mexeu (como da primeira vez que cai com a Angelina descendo a escada). Ela nem percebeu o risco que correu ali. E assim chegamos, ela entrou em segurança a mãe voltou pro carro, branca e assustada. Graças a Deus foi só isso.

E assim termina o episódio de hoje. Amanhã tenho outra historinha de porta de escola.

Beijos e boa noite🙂

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