A Xuxa e eu

Semana passada, depois da “polêmica” entrevista da Xuxa para o Fantástico surgiram diversos comentários sobre a apresentadora. Uns defendendo, outros condenando. Apesar de tudo, a entrevista gerou um número enorme de denúncias contra casos de abuso infantil. Sei também que existem pedagogos e psicológos que condenam o Xuxa só para baixinhos. Qual o motivo? Não sei e também não procurei me informar. Mas não quero, eu também, julgar a Xuxa como pessoa. O que ela faz da vida dela não me importa.
Hoje resolvi contar uma parte da minha história como criança e como pretendo conduzir a trajetória da Angelina (dentro do que tiver ao meu alcance).
Minha paixão pela Xuxa começou junto com a estréia dela na Globo. Tenho lembranças lindas do sofá da sala, leitinho quente, um cobertor e a Xuxa na tv (e, claro, os desenhos todos). Meu sonho era aquele café da manhã e, no final, ir embora dentro da nave.
Junto com a Xuxa vieram as Paquitas e apresentações musicais que ela colocava na minha rotina – RPM, Trem da Alegria, Beto Barbosa, Dominó e tantos outros. Um tempo depois veio Sandy e Junior.
Na escola, uma das atividades preferidas era a dublagem. Fui Xuxa váaarias vezes (apesar de ser morena). Eu tinha o LP “karaokê da Xuxa” que vinha com um microfone, muitas tardes passei dançando e cantando.
Já na pré-adolescência dublei com meu amigo Alessandro “Maria Chiquinha”, e foi o máximo. Em casa, no meu quarto, eu amava juntar todos os cartões, cartas, envelopes que encontrava pelo caminho só pra fazer um “montão” de cartas, sentar em cima e sortear uma pra ler. As bonecas eram minhas ajudantes e eu lia muitas cartas dos “meus” baixinhos.
Eu já tinha uns 16 anos e a Simoni foi fazer show lá em Nipoã e precisavam de alguém para ser o “Ursinho Pimpom”, adivinha quem foi? rsrsrs… a primeira-dama bateu lá em casa me chamando. Adorei e amei né!!!
Depois comecei namorar cedo, fui estudar fora, escola particular, muitas atividades e essa rotina infantil e de dança foi se perdendo.
Com mais de 20 anos, já trabalhando e morando em Rio Preto, resolvi resgatar um pouco disso e, sem vergonha nenhuma, montei o primeiro fã-clube Sandy e Junior de Rio Preto. Foi quando comecei a usar internet e frequentar “fóruns” onde conheci pessoas de outros fã-clubes.
Uma outra época maravilhosa onde viajei pra assistir o Show “As quatro estações” em SP, passei uma tarde inteira na porta do colégio em Campinas onde era gravado o programa, em umas férias em Santos pude conhecer uma das meninas, presidente de fã-clube, que eu só conversava pela internet. Conheci também o sr. João Isidoro (o famoso Zé do Rancho), avô da Sandy e do Junior que mora aqui em RP. Através dele consegui um vestido da Sandy que ela usou nos shows. Esse vestido foi leiloado e o dinheiro revertido para a Associação Anjo da Guarda onde eu dava aulas de dança (e usava MUITO as músicas da Xuxa, SeJ, etc).
Viajei também para o RJ, bate-e-volta só para ir na gravação do “Planeta Xuxa”. São muitas outras histórias vividas entre famosos e celebridades. Foi muito divertido.
Posso dizer que a Xuxa fez minha infância muito feliz e devo a ela grande parte das brincadeiras que sei fazer e as músicas que sei cantar.
Passado o tempo, no dia das crianças de 2011, comprei pra Angelina o XSPB 11. Minha mãe diz que é genético. Ela ficou imóvel, e fica imóvel quantas vezes assistir o dvd. Meu pai comprou outros XSPB anteriores e é a mesma alegria pra ela.
Teve um dia que a Xuxa estava falando na tv do quarto, a Angelina era bem bebezinho, não lembro quando exatamente. Ela começou gritar e apontar pra sala, entendemos que ela queria o dvd já que estava reconhecendo a voz da apresentadora. E quando aparecem propagandas ou entrevistas, que ela vê a Xuxa, fica doida e presta muito atenção.
Recentemente ela descobriu o Patati Patatá, e é outra paixão e sossego.
Enfim, não acredito que a Xuxa tenha inserido nenhum sentimento ruim em mim ou tenha provocado qualquer desvio na minha infância. Muito pelo contrário.
Hoje vejo (principalmente pela Maria Eduarda) que as crianças não têm os próprios ídolos. Elas gostam do Michel Teló, do Luan Santana, da Paula Fernandes. Ou seja – elas gostam do que os pais gostam. Estão faltando ídolos? Está faltando disposição dos pais? As crianças não são mais crianças?
A Angelina é muito bebezão, dengosa e gosta de colo. Já duas vezes fui alertada na escola porque ela demorou pra engatinhar e agora está demorando para andar. Mas eu acho, na verdade, que não tenho pressa. Quero que ela seja bebezinho durante o tempo que ela puder ser. E depois, espero conseguir, que ela seja criancinha por muito tempo, que ela não perca a infância que é tão boa e dura tão pouco.
Podem dizer que a Xuxa está velha e ridícula, mas espero que ela continue com muitos XSPB.

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Reflexão sobre a educação dos filhos

Recebi essa mensagem da amiga Mirely e achei muito legal para pensarmos sobre o que e o quanto queremos oferecer aos nosso filhos.

Um jovem de nível acadêmico excelente, candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa.Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última entrevista e tomou a última decisão.

O diretor descobriu através do currículo que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.

O diretor perguntou, “Tiveste alguma bolsa na escola?” o jovem respondeu, “nenhuma”.

O diretor perguntou, “Foi o teu pai que pagou as tuas mensalidades ?” o jovem respondeu, “O meu pai faleceu quando tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades.”

O diretor perguntou, “Onde trabalha a tua mãe?” e o jovem respondeu, “A minha mãe lava roupa.”

O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.

O diretor perguntou, “Alguma vez ajudaste a tua mãe a lavar as roupas?”, o jovem respondeu, “Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu.”

O diretor disse, “Eu tenho um pedido.  Hoje, quando voltares, vais e limpas as mãos da tua mãe, e depois vens ver-me amanhã de manhã.”

O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou a casa, pediu feliz à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho.

O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas, e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpava com água.

Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro.
Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe.

Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo.

Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor.
O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou, “Diz-me, o que fizeste e aprendeste ontem em tua casa?”

O jovem respondeu, “Eu limpei as mãos da minha mãe, e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram.”

O diretor pediu, “Por favor diz-me o que sentiste.”

O jovem disse “Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar.”

O diretor disse, “Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas, e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Estás contratado.”

Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipa. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.

Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis, vai desenvolver- se mentalmente e vai sempre colocar-se em primeiro. Vai ignorar os esforços dos seus pais, e quando começar a trabalhar, vai assumir que toda a gente o deve ouvir e quando se tornar gerente, nunca vai saber o sofrimento dos seus empregados e vai sempre culpar os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um bocado, mas eventualmente não vão sentir a sensação de objetivo atingido. Vão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais. Se somos esse tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho?Pode deixar o seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande plasma. Mas quando cortar a grama, por favor deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs.Deixe-o guardar seus brinquedos e arrumar sua própria cama. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer amar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, um dia ele vai envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade  de trabalhar com os outros para fazer as coisas.

Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por mim?

Como lidar?

Angelina passou um tempão dodóizinha.
Teve gripe, estomatite, virose, gripe de novo, dor de garganta, dor de ouvido, mais gripe.
Muito dengo, muito enjoo, muita manha.
A gripe dela não tinha fim. Melhorava um pouco e voltava pior. Foi uma fase complicada.
Na última consulta com o pediatra saí de lá com uma receita frente-e-verso. Taaanto remédio, judiação.
Pra ser sincera, não concordo muito com os métodos dos pediatras. Dá-lhe corticóide, corta a gripe rapidinho. Porém, acredito que a gripe precisa passar por um processo, um ciclo com começo, meio e fim. Quando inserimos medicamentos muito fortes, esse ciclo é interrompido e, quando volta, é pior.
Procurei uma médica homeopata para um tratamento paralelo ao do pediatra de rotina. A homeopatia é lenta, minha idéia é trabalhar com a melhora de resistência.
Apesar de não gostar desses tratamentos rápidos e de choque, ninguém quer ver a criança com dor e nem quer que a doença evolua. Não tem muita opção.
Ela começou melhorar da gripe e entrei com a homeopatia e vitaminas (C e B). Agora, finalmente, ela está sem gripe nenhuma. Ufa!!!
Passado todo esse sufoco, a ‘porcaria’ aprendeu que colo e dengo é bom. Acho que é a primeira criança que descobre o chão e prefere o colo.
Ela não quer nada: nem carrinho, nem chão, nem andador, nem berço, nem cercadinho. Só colo e, na maioria das vezes, o da mãe.
Só essa semana foram alguns episódios:
1. No colo do papai (que precisava sair). A vovó, pra chamar atenção disse “vamos passear” e pegou minha bolsa, fingindo que ia sair. Só que a Angelina é muuuito esperta e sabe que aquela bolsa não era da vó. Ela ficou ttãaaao brava. Ai foi pior porque ficou brava com a vó e não queria ir pro colo dela de jeito nenhum.
2. Fui colocá-la no carrinho e apertei o dedo na hora de travar o cinto (é um perigo). Minha mãe veio olhar, eu dei um grito porque doeu muito. Acho que ela pensou que minha mãe me machucou e, novamente, ficou de mal com a avó. Ela chorou super sentida e não foi, nem pro carrinho, nem pro colo da vó.
3. Na hora de dormir está um sufoco. Ela só fica no meu colo, morrendo de sono. Mole, o corpo dela não responde. Ela encosta o rosto no meu pra se segurar. E fica ali, brigando até que não resiste mais e desliga sozinha. Isso pode ser as 21h, 22h, 23h. Só que a briga começa lá pelas 20h. Dali em diante só posso ficar à disposição da boneca.
O pior é que, pra despertar, ela inventa coisas do tipo enfiar o dedo no meu olho, no meu nariz, morder, bater cabeça na parede. Ai chora, briga. Eu fico brava, não resolve. Faço dengo, não resolve. Dou mamadeira, não resolve. É impossível dominá-la.
4. Na porta da escola recomeçaram os choramingos. Hoje ela entrou chorando de escorrer lágrimas. Ela pendura nos meus cabelos que posso soltar as mãos, ela não cai de jeito nenhum. Depois que entra fica bem, mas separar da mamãe tá difícil.
5. Almoço e janta só com ela no colo, ou eu sentada no chão, do lado dela, dando comida junto.

Por aí vai. Uma nova fase. Tão deliciosa e cheia de dúvidas como as outras.

Look inverno!!!

O post deveria ser mais um episódio na porta da escola, mas o assunto rendeu muito mais e achei melhor mudar o título.

Que esfriou todo mundo já sabe. Angelina ganhou muita roupa de frio quando nasceu, aproveitamos o inverno com ela luxuosíssima.  Agora chegou o inverno novamente e ela cresceu. Na primeira semana que esfriou corri na Japonesa e comprei bodys, calças, moletons e vestidos. Veio o aniversário e ela ganhou peças lindas. Ou seja, os looks dela de inverno são sempre elegantes.

Digo isso porque inverno é assim: ou fica elegante, ou fica uma marmota. Não existe look básico de inverno.

Terça-feira foi dia de filmagem na escolinha (filmam uma vez por mês para editar um vídeo no final do ano). Pra Angelina sair “bem na fita” caprichei no look – meia de lã rosa com listras pink, sapatilha pink, vestido xadrez com cinto e a fivela em strass, gorro de lã lindo com pomponzinhos e trancinhas. Veio parecendo uma boneca daquelas que ficam em destaque na vitrine.

Para toda essa produção dela, a mamãe veio na segunda opção (óbvio) – look marmota. O corte do meu cabelo é bom, não precisa pentear. Só desembaraço no banho e pronto… do jeito que acordo passo os dedos pra abaixar um pouco e tá bom. Nesse dia foi uma correria (e que dia que não é?). Coloquei calça jeans, tenis e camiseta. Quando abri a porta senti o frio e voltei, peguei uma jaqueta velha, coloquei por cima de tudo e fui. Não lembro se passei os dedos no cabelo. Batom não passei. Hidratante sim, esse nunca esqueço (mas também não faz diferença visual).

Enfim, chegamos na escola. Ela de look elegante pq tinha filmagem e a mamãe de look marmota. Adivinhem o que aconteceu?! O moço da filmagem estava registrando as crianças ao entrarem na escola. Ou seja, lá vai a mamãe marmota pro telão no fim do ano. Se fosse num lugar estranho pensariam q eu era a babá, tamanhã desproporção em termos de “aparência”.

E chegou o dia seguinte. Mamãe acorda, não tem nenhuma calça jeans limpa (isso porque eu já havia usado váaarias vezes todas, no frio e chuva a roupa não seca). Então revoltei: “Hoje o look elegante é meu”. Coloquei um moleton na Angelina (que é novo e lindo, ela nunca fica marmota). Mamãe colocou bota cano alto, meia-calça preta fio 80, vestido preto de manga comprida, jaqueta vinho (linda que o Evandro trouxe dos EUA), um colar chique, passei as mãos molhadas com creme de pentear nos cabelos, batom e saí linda!!!

Quando cheguei no carro me dei conta que o sol abriu e o dia não seria tão de inverno (e não havia mais tempo nem roupa limpa pra voltar e trocar).

Nada é tão ruim que não posso piorar. Na hora do almoço fui fazer supermercado. Com essa história de não ter mais sacolinhas, passar no caixa é um tormento – tira tudo do carrinho, coloca no caixa, espera, passa tudo, leva o carrinho pra frente do caixa, pega a compra e coloca de volta no carrinho. Vai com o carrinho até o carro, tira a compra e coloca no banco.

Depois tive que pegar a Maria Eduarda e levar pra escola porque ela já estava atrasada. Desce do carro, corre entregar pela porta da secretaria (o portão que entra normalmente já tava fechado), volta correndo pra casa.

Sobe com uma sacola ecológica e leva as coisas de geladeira. Comi um lanche rápido, peguei o cesto de roupa suja e desci. Coloca todas as compras no cesto e sobe 2 andares de escada (o marido ajuda nessa parte).

Agora imagina isso tudo com o look chique que contei mais acima??? O sol trincando e um delicioso ventinho de inverno que, nem de longe, refrescaria a pessoa suada debaixo do vestido preto.

Deve ser pegadinha né?! Cadê a produção????

Na porta da escola: Dia de Chuva

Alguém já parou na porta de uma escola para observar os pais entregando os filhos?! Se nunca parou, pare. É a coisa mais engraçada, ridícula, triste e feliz do mundo. Tem de tudo. Mãe apressada, mãe atrapalhada, mãe fazendo graça pra criança não se sentir abandonada, mãe que chora junto, mãe que perde bolsa, chave e filho pro caminho. Enfim… pare. É uma experiência a se viver e rir de se imaginar ou relembrar situações já vividas.

Ontem amanheceu chovendo muito. Como todas as manhãs, coloquei a Angelina no carro e fomos pro Ibilce. Chegando na porta do CCI estava aquela fila de carros, só tem um toldo onde é possível tirar a criança sem tomar chuva. Um carro estava no toldo, atraz outro carro e encostei na fila.  Enquanto esperávamos Angelina ficou rindo e apontando pra escolinha (agora ela aprendeu apontar o dedinho) e eu observando.

Do primeiro carro desceu uma mãe, toda atrapalhada e muito lenta. Pegou a bolsa, guarda-chuva e, acreditem, pegou a filha pelo lado do motorista (e não pelo lado do toldo). O guarda-chuva voava, a criança sonolenta, a bolsa caindo, um casaco da mãe escapando e atrapalhando segurar todo o conjunto. Assim ela foi, calmamente, levar a filha pra dentro da escolinha.

No carro de traz estava um pai – e homens não tem paciência. Pra não ter que esperar a mãe atrapalhada da frente ele resolveu tirar os filhos (sim, eram 2) ali mesmo, na chuva. Ele desceu do carro, com o guarda-chuva, e foi abrir a porta pra tirar uma criança. Até ai tudo bem, uma mão segura o guarda-chuva e a outra abre a porta. Ok?! E agora? Ele ficou alguns segundos pensando como pegaria a criança. Ele apoiou o cabo do guarda-chuva no pescoço (igual a gente faz com celular quando tá fazendo outra coisa ao mesmo tempo) e pegou a criança. Levou a criança até debaixo do toldo e voltou pra pegar o segundo. Dessa vez ele soltou o guarda-chuva, apoiando na porta aberta e no teto do carro (acho que ele nem pensou que poderia riscar ou não é o tipo de homem que pensa no carro primeiro, rsrs). Pegou a criança que, já maior, ajudou o pobre pai segurando o guarda-chuva enquanto ele fechava a porta. Pronto, ele deixou a segunda criança debaixo do toldo. Voltou para o carro, abriu o porta-mala pra pegar as duas mochilas. Nessa hora eu não segurei a gargalhada (ainda bem que meus vidros estavam fechados). Ele ficou por vários segundos tentando segurar as duas mochilas com uma só mão (porque a outra estava com o guarda-chuva) e, quando conseguiu, lembrou que precisava fechar o porta-mala e soltou o guarda-chuva no chão. Foi hilário porque nós, mulheres, fazemos muito mais que 5 coisas só com duas mãos.

Enquanto isso a atrapalhada do carro da frente liberou o espaço e eu fui para debaixo do toldo. Eu sou a mãe que entra pulando e fazendo gracinhas para a filha chegar rindo na escola. Assim fiz como todo dia. Calmamente tirei a Angelina da cadeirinha (debaixo do toldo), enrolei numa manta e fomos. Antes de chegar no portão que entregamos as criança é uma rampa bem grande e estava molhada. A mãe engraçadinha aqui escorregou feio, o pé direito foi pra frente, o joelho esquerdo bateu forte no chão e  da cintura pra cima nada se mexeu (como da primeira vez que cai com a Angelina descendo a escada). Ela nem percebeu o risco que correu ali. E assim chegamos, ela entrou em segurança a mãe voltou pro carro, branca e assustada. Graças a Deus foi só isso.

E assim termina o episódio de hoje. Amanhã tenho outra historinha de porta de escola.

Beijos e boa noite 🙂

O melhor presente do dia das mães foi…

… uma GRIPE!!!

Isso mesmo, o meu melhor presente de dia das Mães foi uma boa gripe.

Sexta-feira, 3h da tarde e estava eu, no trabalho, COM dor-de-garganta, COM dor-de-ouvido, COM dor-de-cabeça e SEM voz. Tava bom né?! Liguei pro marido vir me buscar, avisei a chefe, passei na farmárcia e fui pra casa.

Tomei um leite bem quente e dois comprimidos de naldecon. Deitei e dormi pesado. Acordei 17h20, assustada. Meus pais buscaram Angelina na escola e estavam já na porta. Ficaram um tempo lá com a gente mas não demorou muito para ficarmos as duas e a Dory.

Mandei torpedo pro marido pedindo pra comprar sopa. Mais tarde ele chegou com uma deliciosa sopa de mandioca com costela lá do Posto Braziliam. Era tudo que eu precisava. Um banho quente e, nem 21h, estávamos Angelina e eu na minha cama.

Sábado amanheceu chovendo, eu já estava bem melhor. O Dan saiu e ficou o dia todo fora, eu poderia ajudá-lo mas ele reconheceu que eu precisaria ficar em casa. E foi assim, sábado de chuva, Angelina e eu ficamos o DIA INTEIRO na cama (a Dory junto). Que delícia.

Brincamos taaanto. Pedimos yakissoba no China in box, comemos no quarto mesmo. Ela dormiu por 2 períodos longos, eu também. Assistimos Jornal Hoje, Xuxa, Luciano Huck.

Não lembro quando tive um dia tão tranquilo.

Portanto, tenho que agradecer, e muito, pela gripe que me tirou de circulação e do agito. Bom demais!!!!

Mãe é mãe: mentira!

MÃE (por Martha Medeiros)

Vamos esclarecer alguns pontos sobre mães,ok?
Desconstruir alguns mitos.
Não, não precisa se preocupar.
Não é nada ofensivo, eu também sou mãe…e avó!
Vamos lá:

MÃE É MÃE: mentira !!!
Mãe foi mãe, mas já faz um tempão!
Agora mãe é um monte de coisas: é atleta, atriz, é superstar.
Mãe agora é pediatra, psicóloga, motorista.
Também é cozinheira e lavadeira.
Pode ser política, até ditadora, não tem outro jeito.
Mãe às vezes também é pai.
Sustenta a casa, toma conta de tudo, está jogando um bolão.
Mãe pode ser irmã: empresta roupa, vai a shows de rock pra desespero de algumas filhas, entra na briga por um namorado.
Mãe é avó (oba, esse é o meu departamento!): moderníssima, antenadíssima, não fica mais em cadeira de balanço, se quiser também namora, trabalha, adora dançar.
Mãe pode ser destaque de escola de samba, guarda de trânsito, campeã de aeróbica, mergulhadora.
Só não é santa, a não ser que você acredite em milagres.
Mãe já foi mãe, agora é mãe também.

MÃE É UMA SÓ: mentira !!!
Sabe por quê?
Claro que sabe!
Toda criança tem uma avó que participa, dá colo, está lá quando é preciso.
De certa forma, tem duas mães.
Tem aquela moça, a babá, que mima, brinca, cuida.
Uma mãe de reserva, que fica no banco, mas tem seus dias de titular.
E outras mulheres que prestam uma ajuda valiosa.
Uma médica que salva uma vida, uma fisioterapeuta que corrige uma deficiência, uma advogada que liberta um inocente, todas são um pouco mães.
Até a maga do feminismo, Camille Paglia, que só conheceu instinto maternal por fotografia, admitiu uma vez que lecionar não deixa de ser uma forma de exercer a maternidade.
O certo então, seria dizer: mãe, todos têm pelo menos uma.

SER MÃE é PADECER NO PARAÍSO: mentira!
Que paraíso, cara-pálida?
Paraíso é o Taiti, paraíso é a Grécia, é Bora-Bora, onde crianças não entram.
Cara, estamos falando da vida real, que é ótima muitas vezes, e aborrecida outras tantas, vamos combinar.
Quanto a padecer, é bobagem.
Tem coisas muito piores do que acordar de madrugada no inverno pra amamentar o bebê, trocar a fralda e fazer arrotar.
Por exemplo?
Ficar de madrugada esperando o filho ou filha adolescente voltar da festa na casa de um amigo que você nunca ouviu falar, num sítio que você não tem a mínima idéia de onde fica.
Aí a barra é pesada, pode crer…

MATERNIDADE é A MISSÃO DE TODA MULHER: mentira !!!
Maternidade não é serviço militar obrigatório!
Deus nos deu um útero mas o diabo nos deu poder de escolha.
Como já disse o Vinicius: filhos, melhor não tê-los, mas se não tê-los, como sabê-los? Vinicius era homem e tinha as mesmas dúvidas.
Não tê-los não é o problema, o problema é descartar essa experiência.
Como eu preferi não deixar nada pendente pra a próxima encarnação, vivi e estou vivendo tudo o que eu acho que vale a pena nesta vida mesmo, que é pequena mas tem bastante espaço.
Mas acredito piamente que uma mulher pode perfeitamente ser feliz sem filhos, assim como uma mãe padrão, dessas que têm umas seis crianças na barra da saia, pode ser feliz sem nunca ter conhecido Paris, sem nunca ter mergulhado no Caribe, sem nunca ter lido um poema de Fernando Pessoa.
É difícil, mas acontece.
MAMÃE, EU QUERO: verdade!
Você pode não querer ser uma, mas não conheço ninguém que não queira a sua.

5 anos: “Mamãe, te amo.”
11 anos: “Mãe, não enche.”
16 anos: “Minha mãe é tão irritante.”
18 anos: “Eu quero sair de casa.”
25 anos: “Mãe, vc tinha razão.”
30 anos: “Eu quero voltar pra casa da minha mãe.”
50 anos: “Eu não quero perder a minha mãe.”
70 anos: “Eu abriria mão de TUDO pra ter minha mãe aqui comigo.”…