Viagem para Salvador

Ano passado o Evandro e o Marcelo (irmão e amigo) marcaram um workshop em Salvador. Fomos ver preço de passagem e conseguimos um super desconto, então aproveitamos a oportunidade pro marido fazer os cursos, comemorar o aniversário dele  e fazermos uma viagem legal de férias em família.

Parecia loucura encarar uma viagem de avião com um bebê de 10 meses, para um lugar sem muita higiene, com muita violência e sem saber muita coisa sobre estrutura que encontraríamos. Resolvemos nos aventurar e, nem por um minuto, houve algum arrependimento. Ela pode não entender o que está acontecendo, mas aproveitou muito cada novidade.

No avião: nada de sustos quando chegamos perto e já estava ligado e fazendo muito barulho. Muito atenta a tudo e todos, viajando no colo fica muito mais tranquila que no bebê desconforto do carro. O problema é a bagunça, enquanto ela não tirou todas as revistas da poltrona não ficou satisfeita. Para os passageiros da poltrona de traz ela fazia cute, e assim passou o tempo (até pro ACM Neto ela fez cute). A viagem entre Rio Preto e São Paulo é muito rápida e ela não dormiu. Dei mamadeira na decolagem e no pouso para ajudar a não doer o ouvido, mas isso tem que ser feito com muito cuidado e atenção porque se fizer algum movimento meio brusco pode engasgar. A viagem de São Paulo para Salvador é mais longa, então ela dormiu um bom tanto (na ida e na volta foi assim). A comissária se encantou com ela (e quem não se encanta?) e até colocou lenço e crachá para tirar foto. Também pudemos visitar a cabine do piloto (e sempre tive vontade mais nunca me autorizaram).

Alimentação: o pediatra recomendou que é melhor comer papinha da nestle por uma semana do que comida de restaurante que não conhecemos, principalmente fora do estado de SP (na Bahia tem o  agravante do tempero). Perto da casa onde estávamos tinha um restaurante muito bom, depois de comer umas duas vezes lá achei que a comida seria boa e ela amou o peixe e o feijão fradinho. Na maioria do tempo foi papinha pronta. A minha intenção era cozinhar já que alugamos uma casa, mas não tínhamos supermercado próximo.

Transporte local: a casa era bem longe do centro histórico, precisamos pegar onibus para visitar o pelourinho. Coloquei ela no canguru, o papai carregou o carrinho e lá fomos nós. Uma aventura de mais de 1h de trânsito. Pensa que ela achou ruim?! Ela vai “puxando conversa” com qualquer pessoa que olha pra ela e abre um sorriso. Voltamos de taxi, bem apertado e ela chorou um pouco até dormir, mas aí já era cansaço.

O passeio pelo centro durou um dia inteiro e estava muito calor. Nem por um minuto ela chorou ou reclamou. Quando ficou cansada dormiu no carrinho por ali mesmo. O complicado foi banheiro, era tudo muito sujo. A Tati (minha amiga) segurava ela de pé no banheiro e eu trocava a fralda. Viajar sozinha com bebê é impossível. Mas se vc precisar, peça ajuda, eles são tão fofos que nunca vai faltar uma senhora pra ajudar (só não deixe a criança sozinha com estranhos, óbvio).

Pela primeira vez ela tomou sorvete e acho que não preciso dizer que ela amou né.

Pernilongos judiaram muito, isso não teve jeito. Pelas fotos dá pra perceber. Serviu pra descobrir que ela não tem nenhum tipo de alergia, pq se tivesse…. Passei creme fenergam e parece que ajudou. Não ficaram marcas.

O sol lá nasce cedo (5h), então ela já acordava ligada. Toda manhã eu saia com ela para passear de carrinho e tomar sol. Na praia mesmo fiquei só um dia e muito pouco tempo. Levamos a piscininha e ela brincou bastante debaixo do guarda-sol. Entrou na água do mar e comeu areia.

Foi tudo perfeito. A mamãe voltou da mesma cor que foi, pude aproveitar muito pouco em termos de curtir a praia. Mas aproveitei muito vendo a alegria dela em cada minuto. Ah, e foi o primeiro contato que ela teve com piscina também. Esse é um grande perigo, porque ela olhava pra água e gritava tanto, se soubesse engatinhar ou andar iria se jogar sozinha. Tem que ficar muito de olho.

Já a Maria Eduarda aproveitou mais ainda, é mocinha e entende tudo. Ficará na memória dela pra sempre cada experiência.

O meu desejo maior é poder proporcionar essas experiências pras duas. Acredito que o que levamos na lembrança é só nosso e ninguém tira, tem um valor incalculável. Viajei muito e incentivo o marido e as meninas a fazerem o mesmo, vale cada centavo e cada esforço. Chegar em casa, no final de uma viagem ótima, é uma delícia e trazemos energias novas para retomar a rotina, trabalhar e se programar para viajar de novo.


A comissária mais linda


Também posso ser pilota


Tati, Falchetti, Angelina, Ká, Evandro e Marcelo


A primeira vez no mar





Prontas para o passeio


Nanando no mercado modelo


Projeto Tamar - Praia do Forte


o nascimento da tartaruga, hehehe


Ela ficou um tempão pendurada nessa tela observando a tartaruga


O problema aqui foi que ela colocou a mão molhada de água salgada na boca e chorou um monte (ah, esse é o tanque do tubarão)


Falchetti e Maria passando a mão no tubarão


Conhecendo um recém-nascido





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