Mãe não pode…

Hoje a mamãe não poderia nem passar por aqui de tanta coisa a fazer. Mas preciso parar um pouco, respirar e desabafar.

Toda segunda-feira o marido tem “Magrão”. É um bar onde ele e outros fotógrafos se reúnem pra tomar cerveja, comer espeto e falar de fotografia (entre outros assuntos). Faça chuva ou frio, não importa: lá vai ele. Se mamãe está cansada ele fica com a Angelina até eu tomar banho, dá um beijinho, diz “qualquer coisa me liga”, e vai.

A MariBorges, minha amada amiga, inventou um “Encontro das Luluzinhas”. São encontros mensais, a fim de bater papo e matar a saudade já que passamos muito tempo sem nos vermos. O horário que ela marca é mais tarde porque ela dá aula até 21h. Ok. Todo mês ela me chama e eu penso “faço a Angelina dormir e depois vou”. Angelina nunca dorme nesse dia e eu acabo ficando, ficando, ficando. Nem falo nada pro marido e deixo de ir ao encontro.

Essa semana marido viajou e coincidiu com o Encontrinho. Pronto, confirmei com a Mari. Semana sossegada, só mamãe e neném em casa. Vamos nos divertir. É? Sério que vcs acreditaram? Pois é, eu acreditei nisso.

Segunda-feira Angelina teve febre, optei por dormir na minha mãe pra não correr o risco de ter que sair sozinha com ela de madrugada. Terça consegui sair com a JuMerengue pra um rodizio japones (fomos as 18h exatamente do jeito que saímos do trabalho, mas matei o desejo de comer – e Angelina comeu muuuito). Quarta fiquei em casa sozinha com a Angelina e dormimos cedo. Quinta era o dia do encontro, combinei com minha mãe que deixaria Angelina lá, iria pra casa sozinha fazer o roteiro do casamento que tenho amanhã, iria ao encontro e voltaria depois pra dormir com ela.

Só que a Maria Eduarda também ficou doente e precisei buscá-la na escola, levar ao médico e depois levá-la de volta pra casa. Além de tudo, ela tá com uma infecção provocada por bactéria, a Angelina super gripada e com a resistência baixa. Conclusão: as duas não podem ficar juntas.

As 22h, depois de deixar a Maria com a avó, voltei pra minha mãe, exausta. Sentei no notebook, fiz o roteiro do casamento com a Angelina chorando no colo da vó, tomei banho e fui deitar com ela. (a moda agora é: só dorme depois que a mamãe toma banho e dorme junto).

Na sala de espera da emergência, a Maria Eduarda em sua infinita sabedoria disse: “Mamãe, a Angelina tá doente, eu to doente, o papai ficou doente. E se você e a Melody ficarem doentes, como a gente vai fazer?”.

Outra coisa que me deixa super irritada é esse vai-e-vém da minha casa pra minha mãe. Não sei mais onde estão minhas roupas, meus sapatos (da Angelina idem). Preciso duma coisa aqui e tá lá. Abandono a Dory (a gata), a casa, as atividades que tenho lá. Um saco. Sem contar que minha mãe tem que ficar a disposição dos meus compromissos (assim como eu tenho que ficar a disposição dos compromissos de outros…)

Então, o post de hoje é pra dizer que mãe não pode ficar doente (nem eu nem a minha) e mãe não pode ter compromissos sozinhas, sem depender dos eventos, compromissos e acontecimentos da vida dos filhos e do marido.

E com neném doente em casa ainda tenho que ficar no Ibilce o dia todo e no fim de semana fazer cerimonial, atender noivas, cuidar da roupa do marido que vai trabalhar, do resto das coisas. Portanto, por mais prazer e retorno que eu tenha (e eu gosto de tudo que eu faço) , mãe não pode trabalhar.

aff… é isso. Haja disposição.

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Cadeirinha para o carro

Olá!

Hoje chegou a cadeirinha nova da Angelina. Ela está se achando porque agora vai olhando pra frente.

Quando ela nasceu, compramos o bebê conforto normal. Achei um tanto “bebê desconforto” em muitas situações. Essa cadeirinha nova é bem legal. E é indicada de 0 a 25kg. Ou seja, poderia ter sido essa mesma desde que ela nasceu.

Custa um pouco mais caro, mas compensaria porque não teria essa troca.

Enfim, seguem os modelos para conhecerem, ambos da Burigotto.

Bebê conforto com a base- R$199,00. A vantagem é que dá pra carregar o bebê.

0 a 25kg - R$449,00. Dá pra instalar no carro tanto pra traz quanto pra frente. A vantagem é que não precisa trocar quando o bebê faz 1 ano.

Fazendo tudo errado

Faz tempo que quero escrever sobre coisas “certas” e “erradas” na hora de cuidar e educar o bebê.

“Não acostume seu bebê no colo”.

Quando a Angelina nasceu eu não pegava muito no colo. Só na hora de mamar, trocar e dar banho. Explico: acredito que o bebê precise de tempo pra entender que está num mundo externo. Ela dormia muito, então eu preferia deixá-la quietinha no carrinho. Isso foi mudando ao longo do tempo. Agora, a coisa que eu mais gosto é fazê-la dormir no colo (embora ela esteja cada vez mais pesada).
Ela aprendeu engantinhar, está descobrindo o mundo e, obviamente, prefere essa descoberta do que meu colo. Quanto maior ela ficar, mais vai querer distância da mãe.
Portanto: aproveito muito o tempo que posso ficar com ela, seja pra fazer dormir ou pra dar a mamadeira. Logo isso vai passar.

“Não faça as refeições na frente da televisão”

Nossa rotina é um tanto atribulada. Muito poucas vezes fazemos refeições em casa. Ou a Angelina come na escolinha, ou na casa da vovó. Por esse motivo não comprei a cadeira de papinha. Quando comemos em casa acabo colocando-a no chão, de frente pra tv. É mais fácil porque enquanto ela se distrai eu coloco a comida na boca dela. Mas isso só vale porque a Angelina come pouco. Criança com tendência a ser gulosa não pode porque come mais sem perceber e não sente que está satisfeita.

“Não dê comida industrializada”

Isso é difícil porque eu gosto muito. Os hábitos alimentares da Angelina são muito parecidos com os meus. Portanto, danoninho e sorvete estão entre os preferidos.
Ela ama também frutas e salada. Dê uma folha de alface na mão dela pra ver!!! Coisa linda, ela pica com a mãozinha e come. Só que não gosta muito de comida (arroz, feijão, etc). Mas, assim como a mamãe, é chegada em sopinhas e caldos.
Vou corrigir que jeito?

“Acostume o bebê a dormir no berço, no próprio quarto”

Ok, concordo. E desde 2 meses coloquei a Angelina lá (antes era no carrinho por comodidade na hora de dar o peito na madrugada).
Só que agora está muito calor e no quarto delas não tem ar condicionado. O colchãozinho do berço se mudou definitivamente para o chão entre minha cama e a parede, assim ela fica fresquinha e protegida.
E quando precisamos dormir na casa da vovó ou que o papai tá viajando, dormimos juntas no colchão de casal (é uma delícia).

Pronto, é isso. Confesso que estou fazendo tudo errado. Mas ela está cada dia mais linda, mais saudável e mais feliz. E eu também!!!

Um dia de mãe

Alguém disse que ser mãe é fácil? Nunca né. Mas eu digo – é muito fácil ser mãe. Além de fácil, é uma delícia. Eu amo dar banho, trocar fraldas, preparar mamadeira, brincar no chão, ganhar beijo melado, apertar e beijar até fazer chorar. Vão dizer que isso é difícil?
Difícil é cuidar da casa, do trabalho, do marido, do próprio corpo, da rotina, dos horários, do almoço, do jantar, da roupa suja. Aí a delícia de ser mãe fica ofuscada.
Vou contar um pouquinho da minha rotina, quando não tenho atividades extras (nesses dias, que são quase todos, entra o 0800 Help Vovó Zete e Vovô Zezinho):

6h – Mamãe acorda. A pia está cheia de louça suja do jantar. Lava. Passa um pouco de roupa. Arruma bolsa da escola da Angelina. Arruma bolsa da mamãe. Confere mochila da Maria. Dá uma geral na sala. Toma banho. Fica pronta.
7h30 – acorda Angelina (ela pede mamadeira as 4h e nesse horário não quer mais). Troca fralda e roupa, lava rostinho, tenta lavar a boca e ganho uma mordida deliciosa. Acorda papai para falar xauzinho.
7h50 – saímos de casa.
8h – entrego Angelina na escolinha e vou pra minha Seção.
Até 12h trabalho. Nesse período, por msn, torpedos ou telefone oriento marido sobre a tarefa da Maria, uniforme, almoço, etc.
12h – pego Angelina e volto pra casa. Preparo almoço, comemos. Maria já está pronta ou no banho. Ela já se vira sozinha e o marido dá uma força aqui.
13h15 – saímos de casa.
13h20 – entrego Maria na escola.
13h30 – entrego Angelina na escolinha e vou para a Seção;
(trabalho e continuo orientando marido)
17h30 – pego Angelina e vou pra casa. Organizo a bagunça que continua lá (ou voltou pra lá). Lavo louça que ficou do almoço. No meio disso tudo Angelina está pelo chão (incluem-se interrupções constantes).
18h20 – busco (ou marido busca) Maria na escola.
A noite – faço o jantar, jantamos. Dou banho na Angelina, mamadeira e ela dorme sempre antes das 21h30.
Depois que Angelina dorme tento lavar um pouco de roupa e organizar a bagunça (que insiste em aparecer o tempo todo e não desaparecer sozinha).
No meio disso tudo preciso dar atenção pro marido. As vezes consigo mais, as vezes menos, as vezes nada. Ele reclama. As vezes entende, as vezes reclama mais.
Banho e cama.
A louça da janta ficou na pia (nunca consigo).

Estomatite

Hoje o assunto é chato. Criança fica doente, principalmente quando convive com muitas crianças. Por esses dias houve um surto de estomatite na escola, Angelina aparentemente ficou livre mas, uns 10 dias depois do surto, ela teve febre (num sábado a noite – o melhor dia para se ter febre) e lá fomos nós para a emergência. A boca fica cheia de aftas, febre alta e a criança muito enjoada.
A médica que atendeu na emergência foi super gracinha e orientou fazer limpeza com spray e continuar com medicamento para febre quando necessário. Alimentação fresquinha (sucos, sorvete, muita água). Não há muito o que fazer, é um vírus e o processo precisa se concluir por si só.
No domingo ela começou com pintinhas nas pernas, na segunda voltamos para a emergência (dessa vez com o pediatra dela) e ele explicou que são vários os tipos de vírus que causam estomatite e, em um deles, aparecem pintinhas vermelhas. Esse é o mais grave, a Angelina deveria estar com 40graus de febre e derrubadona. Graças a Deus a boneca é muito forte e passou bem. Não perdeu peso e aceitou a alimentação fresquinha.
A orientação é que ofereça muita água para a criança não desidratar. Comer é mais difícil, então, qualquer coisa que aceitar deixa. A Angelina quis comer papinha pronta sozinha, imagina a lambança que virou, mas pelo menos ela ingeriu umas duas colheradinhas de sal.
Se ficar muito grave e desidratar, ai não tem jeito, tem que internar pra colocar no soro. (judiação)
Ah, outra informação importante: medicamento para febre só pode dar a cada 6horas. Se for necessário, pode intercalar com outro medicamento, de 3 em 3 horas. (príncipios diferentes). Pergunte ao seu médico quais os dois remédinhos que é bom deixar sempre na manga.
É isso, espero ter colaborado com mais essa experiência não muito agradável.

Viagem para Salvador

Ano passado o Evandro e o Marcelo (irmão e amigo) marcaram um workshop em Salvador. Fomos ver preço de passagem e conseguimos um super desconto, então aproveitamos a oportunidade pro marido fazer os cursos, comemorar o aniversário dele  e fazermos uma viagem legal de férias em família.

Parecia loucura encarar uma viagem de avião com um bebê de 10 meses, para um lugar sem muita higiene, com muita violência e sem saber muita coisa sobre estrutura que encontraríamos. Resolvemos nos aventurar e, nem por um minuto, houve algum arrependimento. Ela pode não entender o que está acontecendo, mas aproveitou muito cada novidade.

No avião: nada de sustos quando chegamos perto e já estava ligado e fazendo muito barulho. Muito atenta a tudo e todos, viajando no colo fica muito mais tranquila que no bebê desconforto do carro. O problema é a bagunça, enquanto ela não tirou todas as revistas da poltrona não ficou satisfeita. Para os passageiros da poltrona de traz ela fazia cute, e assim passou o tempo (até pro ACM Neto ela fez cute). A viagem entre Rio Preto e São Paulo é muito rápida e ela não dormiu. Dei mamadeira na decolagem e no pouso para ajudar a não doer o ouvido, mas isso tem que ser feito com muito cuidado e atenção porque se fizer algum movimento meio brusco pode engasgar. A viagem de São Paulo para Salvador é mais longa, então ela dormiu um bom tanto (na ida e na volta foi assim). A comissária se encantou com ela (e quem não se encanta?) e até colocou lenço e crachá para tirar foto. Também pudemos visitar a cabine do piloto (e sempre tive vontade mais nunca me autorizaram).

Alimentação: o pediatra recomendou que é melhor comer papinha da nestle por uma semana do que comida de restaurante que não conhecemos, principalmente fora do estado de SP (na Bahia tem o  agravante do tempero). Perto da casa onde estávamos tinha um restaurante muito bom, depois de comer umas duas vezes lá achei que a comida seria boa e ela amou o peixe e o feijão fradinho. Na maioria do tempo foi papinha pronta. A minha intenção era cozinhar já que alugamos uma casa, mas não tínhamos supermercado próximo.

Transporte local: a casa era bem longe do centro histórico, precisamos pegar onibus para visitar o pelourinho. Coloquei ela no canguru, o papai carregou o carrinho e lá fomos nós. Uma aventura de mais de 1h de trânsito. Pensa que ela achou ruim?! Ela vai “puxando conversa” com qualquer pessoa que olha pra ela e abre um sorriso. Voltamos de taxi, bem apertado e ela chorou um pouco até dormir, mas aí já era cansaço.

O passeio pelo centro durou um dia inteiro e estava muito calor. Nem por um minuto ela chorou ou reclamou. Quando ficou cansada dormiu no carrinho por ali mesmo. O complicado foi banheiro, era tudo muito sujo. A Tati (minha amiga) segurava ela de pé no banheiro e eu trocava a fralda. Viajar sozinha com bebê é impossível. Mas se vc precisar, peça ajuda, eles são tão fofos que nunca vai faltar uma senhora pra ajudar (só não deixe a criança sozinha com estranhos, óbvio).

Pela primeira vez ela tomou sorvete e acho que não preciso dizer que ela amou né.

Pernilongos judiaram muito, isso não teve jeito. Pelas fotos dá pra perceber. Serviu pra descobrir que ela não tem nenhum tipo de alergia, pq se tivesse…. Passei creme fenergam e parece que ajudou. Não ficaram marcas.

O sol lá nasce cedo (5h), então ela já acordava ligada. Toda manhã eu saia com ela para passear de carrinho e tomar sol. Na praia mesmo fiquei só um dia e muito pouco tempo. Levamos a piscininha e ela brincou bastante debaixo do guarda-sol. Entrou na água do mar e comeu areia.

Foi tudo perfeito. A mamãe voltou da mesma cor que foi, pude aproveitar muito pouco em termos de curtir a praia. Mas aproveitei muito vendo a alegria dela em cada minuto. Ah, e foi o primeiro contato que ela teve com piscina também. Esse é um grande perigo, porque ela olhava pra água e gritava tanto, se soubesse engatinhar ou andar iria se jogar sozinha. Tem que ficar muito de olho.

Já a Maria Eduarda aproveitou mais ainda, é mocinha e entende tudo. Ficará na memória dela pra sempre cada experiência.

O meu desejo maior é poder proporcionar essas experiências pras duas. Acredito que o que levamos na lembrança é só nosso e ninguém tira, tem um valor incalculável. Viajei muito e incentivo o marido e as meninas a fazerem o mesmo, vale cada centavo e cada esforço. Chegar em casa, no final de uma viagem ótima, é uma delícia e trazemos energias novas para retomar a rotina, trabalhar e se programar para viajar de novo.


A comissária mais linda


Também posso ser pilota


Tati, Falchetti, Angelina, Ká, Evandro e Marcelo


A primeira vez no mar





Prontas para o passeio


Nanando no mercado modelo


Projeto Tamar - Praia do Forte


o nascimento da tartaruga, hehehe


Ela ficou um tempão pendurada nessa tela observando a tartaruga


O problema aqui foi que ela colocou a mão molhada de água salgada na boca e chorou um monte (ah, esse é o tanque do tubarão)


Falchetti e Maria passando a mão no tubarão


Conhecendo um recém-nascido