A escolinha

Bom dia! Desculpem o sumiço. A medida que a Angelina cresce fico mais atrapalhada e atribulada. Voltei ao trabalho e a rotina até que está em ordem. Porém, é difícil parar um pouquinho sequer pra organizar as fotos.

Hoje vou falar da adaptação na escolinha. Acho que foi mais fácil pra ela do que pra mim.

Desde que fiquei grávida tive em mente que, assim que eu voltasse ao trabalho, ela iria para o CCI do Ibilce. Todas as mães de lá fizeram isso e, nesses quase 15 anos que estou por lá, é o normal na minha cabeça.

Quando chegou o momento encontrei duas dificuldades – o pediatra que é contra e a vovó Elizete que estava super acostumada ficar com a neta. Ou seja, a adaptação era para o bebê, para a mamãe e para a vovó.

Na opinião do pediatra o ideal é que a criança só vá para a escola depois de 2 anos, quando já adquiriu uma certa resistência. Segundo ele, onde tem mais de três crianças juntas a possibilidade de ficar doente aumenta muito. É claro que eu teria muito mais confiança na vovó, ela cuidaria muito melhor e a Angelina não estaria exposta.

Então, por que minha decisão de colocar na escola se a vovó poderia cuidar?
Explico meus motivos: O primeiro de todos é que a vovó tem a vida e os compromissos dela. Durante minha licença toda continuei com muitas atividades e, sempre que necessário, levei pra vovó. Trabalhamos em equipe e nos dividimos. Comigo trabalhando a vovó não tem com que dividir essa tarefa e, numa hora de necessidade, eu sei que ficaria numa situação muito complicada. Sem contar as noites e finais de semana que sempre tenho muito o que fazer. Ou seja, a Angelina ficaria muito mais tempo na vovó do que o tempo que ela fica na escola e em casa. Segundo é que eu acho que criança tem que conviver com criança, desde cedo. Muito adulto paparicando e dando tudo o que quer, na hora que quer, o tempo todo, não é bom. A Angelina já estava super mal acostumada e birrentinha. O terceiro é que, na escola, desde cedo a criança aprende ter rotina e ser independente. E o último motivo é que, ela ali perto de mim, me sinto mais responsável e mais mãe dela. Eu tenho o direito e o dever de ser a mãe e responder por qualquer decisão sobre a vida dela (e isso vai acabar quando eu menos esperar). Nós temos a nossa rotina, os nossos horários e somos cúmplices em tudo isso. Acordamos juntas, vamos para a escola, nos despedimos no portão, nos encontramos na saída e assim segue o dia. Quando tem algum problema lá dentro eu sou a primeira a ficar sabendo. E eu vi o quanto as crianças são felizes lá.
Conheço crianças que foram para a escola nas mais diferentes idades e, todas, ficaram doentes no começo. Acho que criar numa bolha em casa não é a melhor opção.
O Papai concorda que ela tem que ir para a escola, principalmente porque ela se mostra feliz lá dentro. Se continuasse chorando, ele não aceitaria. Mas não foi o que aconteceu.

Agora vamos falar de como foi, na prática, essa adaptação.

Primeira semana:
1o. dia – Mamãe ficou junto, por meia hora. As atividades foram músicas e brinquedos.
2o. dia – Angelina entrou sozinha, não chorou no portão, ficou por meia hora e a mamãe do lado de fora esperando.
3o. dia – Angelina entrou sozinha, resmungou, deveria ficar até o horário do almoço mas, na hora do suco e do soninho, começou chorar muito. Fui chamada pela escola quase 1h depois e ela estava em desespero total. Não gostei dessa postura. Era só o terceiro dia. Ela ficou soluçando um tempão depois, mesmo em casa.
4o. dia – Pedi que não a deixassem chorar tanto tempo. Pouco depois das 9h, que é a hora do suco e do soninho, fui chamada e ela estava chorando bastante. Levei-a.
Não achei essa atitude correta. Afinal, se cada vez que ela chorar eu levar, ela vai aprender assim. Mas ainda era muito começo, tudo muito novo pra ela. No fim do dia conversei com a diretora do CCI e ela sugeriu que eu fosse lá dar a mamadeira e tentar fazê-la dormir. No dia seguinte assim fizemos.
5o. dia – Deixei-a normalmente no portão. As 9h fui até lá e ela estava chorando. Como mãe, eu já soube na hora. O problema dela era fome. Ela não toma uma mamadeira cheia quando acorda, então sente fome rápido. Dei a mamadeira e fiquei empurrando no carrinho por quase 1hora. Ela não dormiu. Deixe-a quietinha no colo da professora e fui pra minha seção. Depois que saí ela dormiu. Acordou, ficou brincando no berço e almoçou. Na hora que fui buscar ela chorou um pouco quando me viu mas não queria sair do colo da professora.

Segunda semana:
Optamos por deixá-la somente até na hora do almoço. Durante 3 dias ela chorou muito no portão na hora que eu entregava para o colo de outra pessoa. Lá dentro as professoras diziam que ela estava bem. Na saída ela chorava de novo. A diretora me pediu para buscá-la extamente 11h45 que é quando os pais começam buscar. Ela percebe quando sai a primeira criança e já começa chorar.
Nos dois últimos dias ela chorou menos na entrada e não chorou na saída.

Confesso que, por alguns momentos, pensei em desistir.

Terceira semana:
Na segunda-feira a minha colega de trabalho Adriana começou a adaptação do filho dela, o Bruno. Então, como é normal no primeiro dia ela ficou lá dentro. Ela viu o berreiro que a Angelina fez no portão. Quando terminou a meia hora do Bruno, a Adriana (abençoada) passou na minha seção para contar. Disse que logo depois que a Angelina entra na sala ela para de chorar e é super feliz. Brinca, ri, bate palmas. Foi um alívio imenso.
Como eu teria uma reunião em SP e ela iria faltar, optamos por continuar por meio período durante mais uma semana.
Na quarta ela faltou, na quinta ela resmungou pra entrar e na sexta entrou boazinha. Aí veio o carnaval.

Pós-carnaval:
Na quarta-feira ela foi pela primeira vez no período da tarde. Bateu os braços e pernas quando viu o toldo colorido e as crianças. Foi para o colo da tia sorrindo. Achei que ela estava com saudades. Mais ou menos meia hora depois me chamaram que ela estava febril. Fui medicar e voltei para a Seção. Ela passou bem a tarde. No final do dia soube que não teve mais febre e que comeu tudo, até raspar o pratinho. E também comeu toda a sobremesa.
Durante a noite ela teve um pouco de febre. Acreditamos que fosse pelo dentinho que já apontou e tem outros a caminho. Ela passou muito bem a quinta na escolinha, ficou o dia todo, participou de todas as atividades, mas foi necessário medicar por conta da febre.
Como não passou a febre, optei por levá-la ao pediatra. Ele viu que o problema era garganta e disse que os dentinhos não provocam tanta febre assim. Segundo ele, ela pegou isso na escolinha. Mas, como mãe, eu acho que tem muito mais a ver com os excessos do carnaval e a falta de rotina. Afinal, ela foi pra escola febril logo depois do feriado.

Com isso, na sexta ela não foi pra escola e estamos de molho o final de semana. Ela está tomando tanto remédio que passa o dia dopada e dormindo, estou em cacos.

Sobre a escola, com o tempo ela foi se acostumando e conhecendo as pessoas e os amigos. Houve um dia na saída que ela chorou quando, no portão, o amiguinho foi para um carro e ela pra outro. Jogava os bracinhos pra mãe dele. Em poucos dias, mesmo chorando um pouquinho, ela começou bater palminhas e balançar as mãozinhas como nas músicas da escola. Agora ela coloca o dedinho na palma da mão (música – “meu pintinho amarelinho”). Também sinto que ela ficou mais calma para dormir durante a noite e está aprendendo comer a comida sólida que oferecem. Ela aceita bem toda a alimentação e gosta muito das tias da escolinha e dos amigos. Acredito que estamos no caminho certo. Já dizia o poeta: “são as dores e as delícias…”

Agora, algumas fotos do primeiro dia:

Chegando. Onde estou?

Oba, aqui tem brinquedos!

A tia Andréa.

Brinquedo muito legal!

Luiza Celeste

Otto, ainda com soninho.

Onde você vai Raquel?

Thomaz

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